Caminhoneiros de Imbituba, decidiram aderir à greve nacional da categoria. A paralisação foi definida após assembleia realizada na terça-feira (17) e começa oficialmente nesta quinta-feira (19), a partir das 13h.
A mobilização reúne profissionais que atuam no transporte de cargas, principalmente na operação portuária. Além disso, o movimento ocorre de forma articulada com outros polos logísticos do país.
Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, Imbituba integra o grupo de cidades estratégicas que aderiram ao movimento.
“A greve vai ocorrer em Imbituba, além de Itajaí, Navegantes e Itapoá. Ao mesmo tempo, há organização com portos como Rio Grande, Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Suape”, afirmou.
Alta do diesel pressiona caminhoneiros
De acordo com representantes da categoria, o aumento no preço do diesel motivou a paralisação. Enquanto isso, os valores pagos pelo frete não acompanharam a alta.
“O diesel subiu e o frete não acompanhou. Por isso, a situação se tornou insustentável em todo o país”, disse o dirigente.
Além disso, os caminhoneiros cobram o acionamento do chamado “gatilho do frete”. O mecanismo prevê reajustes automáticos sempre que há aumento no combustível.
No entanto, segundo a categoria, essa regra não vem sendo aplicada. Como consequência, muitos profissionais relatam prejuízo nas operações.
“A principal reclamação é que o gatilho não foi acionado. Dessa forma, muitos acabam trabalhando abaixo da tabela mínima”, afirmou Vanderlei.

Falta de diálogo levou à decisão
A Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) afirma que a categoria não pretendia parar. Ainda assim, a falta de diálogo com o poder público levou os caminhoneiros à paralisação.
“Chegamos a esse ponto porque não houve avanço nas negociações. Portanto, a greve se tornou a única alternativa para sermos ouvidos”, informou a entidade em nota.
Além disso, o cenário piorou após o aumento de 11,6% no preço do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras. Como resultado, os custos do transporte cresceram rapidamente.
Segundo a ANTC, o combustível representa um dos principais gastos da atividade. Por isso, o setor estima que o frete precise subir entre 10% e 12% para equilibrar as contas.
Enquanto isso, parte dos caminhoneiros já reduz as atividades em Imbituba e em outras regiões. Em alguns casos, profissionais optam por manter o caminhão parado para evitar prejuízos.
“Hoje, em determinadas situações, parar é mais viável do que rodar no prejuízo. Ainda assim, esperamos soluções para evitar que a paralisação se amplie”, afirmou o diretor da ANTC, Sérgio Pereira.
Palavras-chaveFalta de diálogo levou à decisão
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