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Acordo Mercosul-UE: Mais de 5 mil produtos brasileiros terão imposto zero na Europa Economia

Acordo Mercosul-UE: Mais de 5 mil produtos brasileiros terão imposto zero na Europa

18-01-2026 • há 8 mêses

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A assinatura do tratado comercial entre Mercosul e União Europeia, oficializada neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai, promete abrir as portas do mercado internacional para o Brasil. Segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o acordo fará com que 54,3% dos produtos brasileiros (mais de 5 mil itens) tenham imposto zero para entrar na Europa assim que as novas regras começarem a valer. Atualmente, o Brasil tem acesso a apenas 8% do mercado mundial de importações. Com a entrada em vigor do tratado, esse alcance deve saltar para 36%, impulsionado pelo fato de a União Europeia representar, sozinha, quase um terço do comércio global.

Vantagem estratégica e proteção para a indústria nacional

O levantamento da CNI destaca que o Brasil terá uma transição privilegiada em comparação aos europeus:

  • Exportação facilitada: de imediato, 82,7% das vendas brasileiras para a Europa ficarão livres de tarifas.
  • Proteção nacional: o Brasil terá prazos mais longos (entre 10 e 15 anos) para reduzir impostos de produtos europeus, garantindo que a indústria local se adapte sem sustos.
  • Tempo de adaptação: na média, o Brasil terá oito anos a mais que o bloco europeu para ajustar suas tarifas.


Para a CNI, a formalização do acordo após 25 anos de negociações é uma “virada estratégica”. Além de reduzir custos, o tratado traz regras modernas que favorecem investimentos e inovação.

Impacto no bolso e no emprego

A abertura comercial do acordo Mercosul-UE não se resume apenas a grandes empresas; ela reflete diretamente na economia interna. Dados de 2024 mostram que:

A  cada R$ 1 bilhão exportado para a UE, são criados 21,8 mil empregos no Brasil.

Essas exportações movimentam cerca de R$ 441 milhões em salários e R$ 3,2 bilhões na produção nacional. O 

setor agroindustrial também sai ganhando. As cotas para a carne bovina brasileira serão o dobro das concedidas ao Canadá, e as de arroz superam o volume que o Brasil exporta atualmente para o bloco.

Próximos passos: quando o acordo Mercosul-UE começa a valer?

Embora assinado, o acordo Mercosul-UE ainda não entra em vigor amanhã. O texto agora segue para a ratificação, ou seja, precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais de cada país do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). 

A implementação será gradual, permitindo que empresas de todos os tamanhos planejem sua expansão para o mercado europeu.

“Trata-se do tratado mais moderno já negociado pelo Mercosul, aumentando a previsibilidade e criando um ambiente favorável à criação de empregos”, avalia a CNI em nota.

Palavras-chave
avalia a CNI em nota. ​



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