Caminho no Catar
Passado o susto, o Flamengo foca no campo. O time treina na noite de domingo (horário local) já em solo catari. O Rubro-Negro precisa vencer o Cruz Azul para avançar e encarar o Pyramids (Egito). Caso chegue à final, o adversário será o poderoso PSG. Todos os duelos ocorrem no estádio Ahmad bin Ali.
Este não foi o único episódio de tensão envolvendo a torcida rubro-negra e as forças de segurança nesta reta final de temporada. O clima festivo das conquistas recentes tem sido frequentemente marcado por excessos e reações enérgicas da polícia.
No final de novembro, durante a comemoração do tetracampeonato da Libertadores no Centro do Rio, cenas parecidas foram registradas. Na ocasião, o desfile do trio elétrico terminou com balas de borracha e feridos após torcedores tentarem ultrapassar barreiras próximas ao Ministério da Fazenda.
A festa organizada para o embarque do Flamengo rumo ao Catar, na disputa da Copa Intercontinental, transformou-se em cenário de guerra no início da tarde deste sábado, 6. O tradicional "AeroFla", no Aeroporto do Galeão, terminou com confusão generalizada entre parte da torcida rubro-negra e a Polícia Militar.
O tumulto começou quando um grupo de torcedores tentou furar a barreira de segurança montada em frente ao Terminal de Cargas. O objetivo era se aproximar do ônibus da delegação, algo que foi estritamente proibido no novo esquema tático das autoridades.
Diante da tentativa de invasão, o Batalhão de Choque reagiu. Pedras foram arremessadas contra os agentes e seguranças privados, que revidaram com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a multidão. Houve correria e relatos de mal-estar entre crianças e idosos que estavam na região do conflito para apoiar o time, gerando muitas reclamações por parte dos torcedores.

Mudança de rota e tensão com rival
Antes do confronto físico, o clima já era tenso. Torcedores protestaram contra o isolamento do ônibus da delegação. A rigidez na segurança foi uma resposta direta aos eventos do embarque anterior para a final da Libertadores em Lima, quando a torcida conseguiu cercar e até entrar no veículo dos jogadores.
Além disso, a PM alterou a rota de saída da torcida, o que aumentou a desorganização na hora da dispersão. Segundo apuração, havia também uma preocupação logística das autoridades com o embarque da delegação do Vasco, que ocorreria próximo dali, no salão nobre, visando evitar um encontro entre as organizadas rivais.

Palavras-chave
entre as organizadas rivais.





