Com a rápida expansão dos carros pelas ruas dos Estados Unidos e Europa, o pesquisadores alertam que essa nova era da mobilidade exigirá mudanças profundas nas regras do trânsito, incluindo a surpreendente proposta de adicionar uma luz branca nos semáforos. Som a rápida expansão dos carros pelas ruas dos Estados Unidos e Europa, o pesquisadores alertam que essa nova era da mobilidade exigirá mudanças profundas nas regras do trânsito, incluindo a surpreendente proposta de adicionar uma luz branca nos semáforos.
Como funcionará a luz branca nos semáforos?
O papel da luz branca nos semáforos seria o de indicar aos motoristas que eles devem seguir as ações do carro que está à frente. Ou seja, se o carro frear, eles freiam. Se o carro avançar, eles também avançam. Assim, a luz branca serviria para facilitar o tráfego. Em um primeiro momento, o uso desse sistema seria implementado apenas nas intersecções viárias e seria ativado somente quando houvesse um número significativo de veículos presentes.
Dessa forma, quando o predomínio na intersecção fosse de veículos controlados por humanos, o semáforo voltaria ao seu padrão tricolor padrão.
Conceder parte do controle do fluxo de tráfego aos veículos autônomos é uma ideia relativamente nova e pode ser usada para coordenar o tráfego em qualquer cenário que os envolva”, indicou Ali Hajbabaie, professor de engenharia civil na Universidade Estadual da Carolina do Norte e autor do artigo do IEEE.
“Mas acreditamos que a prioridade é incorporar o conceito de luz branca nas interseções, pois são situações viárias em que é fundamental que os motoristas humanos saibam o que está acontecendo e o que devem fazer.”
Por outro lado, em momento algum a implementação da luz branca nos semáforos anularia a função restante das outras luzes; de modo que a luz verde continuaria significando “avance”, a luz amarela “espere” e a luz vermelha “pare”.
Sinal de trânsito normal implementado no BrasilFoto: Freepik/ND
“É um conceito que propomos para implementar nos cruzamentos de tráfego; para aproveitar a capacidade de cálculo dos veículos autônomos”, assinalou Hajbabaie e sugeriu que a implementação de um quarto cor no semáforo poderia servir para que os motoristas humanos também possam tirar vantagens da nova tecnologia, mesmo quando não a tenham em seus próprios veículos: “Nós a chamamos de fase branca”.

Quais foram os resultados dos testes da luz branca?
Quando a teoria da denominada fase branca foi colocada a prova em diferentes simulações, os pesquisadores observaram três benefícios:
- O fluxo do trânsito melhorou, independentemente da duração da fase branca. Os atrasos por tráfego diminuíram de 40% a 99%.
- Tanto o consumo de gasolina quanto o nível de emissões de CO₂ baixou.
- Quanto mais carros autônomos foram introduzidos na simulação, maior a melhoria do trânsito. A partir da proporção de 30%, a melhoria foi significativa.
Quando a luz branca vai começar a ser implementada no semáforo?
Dependendo do país que se está falando, a implementação da luz branca nos semáforos é uma realidade mais ou menos próxima. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde veículos autônomos já são uma realidade viária, a revisão das leis de trânsito é uma conversa que deveria ocorrer hoje.
No entanto, na Argentina onde a presença de veículos autônomos ainda soa bastante distante, pensar neste diálogo hoje não teria muita utilidade. Mesmo assim, sempre é produtivo observar os modelos implementados no exterior para que quando chegar o momento, uma boa decisão possa ser tomada.
Por outro lado, considerando que a implementação da luz branca nos semáforos se mostro efetiva quando a proporção de veículos autônomos é maior que 30%, é possível concluir que será necessário esperar que os carros com essa tecnologia se massifiquem para que esta ideia se torne realidade.
O que diz o CTB sobre essa proposta virar realidade?
Hoje os veículos autônomos estão restritos a projetos experimentais e testes controlados no Brasil, porém a discussão sobre mobilidade inteligente avança.
Algumas cidades já apostam em tecnologias de semáforos adaptativos, câmeras inteligentes e sensores de fluxo, o que mostra que a infraestrutura pode, sim, evoluir.
Porém, ainda é cedo para dizer se o Brasil vai adotar a luz branca nos semáforos, uma vez que no CTB (Código Brasileiro de Trânsito) não existe qualquer menção a esse novo sistema. O que existe é apenas uma proposta futura para a implementação dessa proposta existente em outros países.

existente em outros países.





