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Fim do Nubank? Entenda a decisão do Banco Central que pode acabar com a marca do ‘roxinho’ Economia

Fim do Nubank? Entenda a decisão do Banco Central que pode acabar com a marca do ‘roxinho’

30-11-2025 • há 10 mêses

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A discussão sobre um possível ‘fim do Nubank’ como conhecemos ganhou força depois que o Banco Central proibiu instituições financeiras sem licença de banco de usarem os termos “banco” ou “bank” em nomes, marcas e domínios na internet. A medida, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na quinta-feira (27) e detalhada na Resolução Conjunta 17/2025, mira fintechs e empresas de tecnologia com serviços financeiros, que terão até um ano para se adequar. Segundo o Banco Central, o objetivo é evitar que clientes confundam o tipo de serviço oferecido e pensem estar lidando com um banco tradicional quando, na prática, a empresa tem outra licença – como instituição de pagamento ou sociedade de crédito.

A autoridade monetária estima que entre 15 e 20 instituições devam ser impactadas diretamente. Assim, o Nubank pode ter que mudar de nome.

BC proíbe termo “bank” para fintechs sem licença de bancoFoto: Divulgação/Nubank/Reprodução/ND Mais

BC proíbe termo “bank” para fintechs sem licença de banco

O que diz, na prática, a decisão do Banco Central

A nova regra veda o uso de palavras que sugiram uma modalidade de instituição para a qual a empresa não tenha autorização específica. Isso vale tanto para a versão em português (“banco”) quanto para termos em outras línguas (“bank”) e alcança nome empresarial, nome fantasia, marca, domínio de internet e qualquer forma de apresentação ao público Na prática, uma fintech licenciada apenas como instituição de pagamento, por exemplo, não poderá manter “bank” no nome se não possuir autorização para funcionar como banco.

A exigência também vale para grupos que operam com várias empresas: a padronização atinge conglomerados financeiros, mas fintechs que façam parte de grupos com pelo menos um banco autorizado podem manter o uso da denominação, desde que isso esteja claro na estrutura regulatória.

C proíbe termo “bank” para fintechs sem licença de bancoFoto: Reprodução/ND Mais

C proíbe termo “bank” para fintechs sem licença de banco

De acordo com o BC, a padronização da nomenclatura reduz o risco de interpretação equivocada por parte dos usuários e reforça a transparência sobre quais serviços cada instituição está autorizada a oferecer. A decisão faz parte de um pacote de medidas discutido em consulta pública realizada de fevereiro a maio deste ano, voltado a atualizar a regulação diante do avanço das fintechs no sistema financeiro nacional.

Como a medida afeta o Nubank e outras fintechs

Um dos casos mais visados pelo mercado é o Nubank, que hoje possui autorizações para atuar como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores, mas não como banco, segundo o próprio Banco Central.

Isso significa que a marca “Nubank” entra diretamente no radar da nova regulação.

A empresa informou que está analisando as novas regras e que os serviços seguem funcionando normalmente.

Na prática, a decisão não encerra contas, cartões ou operações do “roxinho”, mas pode obrigar o grupo a ajustar a marca ou a forma como se apresenta ao público se não houver uma licença bancária compatível com a denominação usada hoje.

No conjunto do mercado, o BC estima que de 15 a 20 instituições precisem rever nomes e domínios.

A lista inclui fintechs e empresas de tecnologia financeira que, nos últimos anos, passaram a utilizar “bank” e outros termos associados a bancos tradicionais como estratégia de marketing, mesmo sem terem a licença correspondente.

Prazos de adequação e próximos passos

As instituições que estiverem em desacordo com a nova regra terão 120 dias para apresentar ao Banco Central um plano de adequação, com os procedimentos previstos e o cronograma de implementação.

O prazo máximo para concluir todos os ajustes será de um ano, contado da publicação da norma.

Nubank pode ter de mudar de nomeFoto: Nubank/Divulgação/ND Mais

Nubank pode ter de mudar de nome

Segundo o diretor de Regulação do BC, Gilneu Vivan, a intenção é trazer mais clareza ao consumidor e reforçar a segurança do sistema financeiro, diante de modelos de negócio em que o nome usado não corresponde exatamente ao serviço autorizado. A medida também fortalece a fiscalização, ao alinhar a forma como instituições se apresentam no mercado com o tipo de autorização que de fato possuem.

Para o usuário do Nubank e de outras fintechs, o efeito mais visível deve ser eventual mudança de nome, logotipo ou domínio da empresa – caso ela não obtenha licença bancária que sustente o uso de termos como “banco” ou “bank”.

As operações do dia a dia, como Pix, cartões e investimentos, tendem a seguir normalmente, desde que a instituição mantenha as autorizações regulatórias já em vigor.

Com informações de Agência Brasil

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Com informações de Agência Brasil



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