Com a chegada da Black Friday e as festas de final de ano, a onda de promoções relâmpagos aparece a todo momento na rotina das pessoas, seja pela internet, nas vitrines das lojas ou até mesmo nas rodas de conversas. Mas será que esse período, marcado pelo forte apelo ao consumo, realmente influencia o comportamento das pessoas?
É fato que o clima festivo e as campanhas emocionais tendem a fazer com que as pessoas gastem mais, e isso é absolutamente natural e esperado, conforme a psicóloga Ester Rosa já que as pessoas acabam tendo comportamentos mais consumistas em virtude das fortes pressões sociais e culturais que trazem o final do ano como um símbolo de gratidão e consequentemente, com troca de presentes e celebrações.
“Também porque para os consumidores é um mês que traz uma sensação temporária de maior poder financeiro, devido à disponibilização proporcionada por recursos como o 13º salário, por exemplo, o que reduz a percepção de risco ao gastar”, justificou.
Ester avaliou que o comportamento das pessoas nessa época do ano é predominantemente regido pela emoção [nos casos de presentes de fim de ano, por exemplo] e pelo 'impulso', já que o mercado utiliza o viés da ‘urgência’ para fazer com que as pessoas temam perder a famosa ‘oferta imperdível’, ou busquem compensação e alívio do estresse através do consumo, na tentativa de se sentir mais ‘feliz’.
“As propagandas feitas vendem um sentimento, idealizado, como a felicidade, por exemplo, em campanhas de vendas no Natal. E por outras vezes, nos casos da Black, por exemplo, utilizam o senso do urgente, forçando a ação imediata. Isso faz com que a decisão de compra se torne um meio de alcançar um estado emocional muito desejado, e não uma avaliação racional da utilidade do produto”, explicou.
Fatores emocionais
A profissional explicou que os fatores emocionais são os mais fortes influenciadores. “O consumo é frequentemente uma tentativa de demonstrar o afeto em forma de presente, para compensar uma ausência, ou elevar a autoestima, por exemplo”, justificou.
Ela ressaltou que para se ter o controle financeiro é necessário cuidar do emocional. Para reduzir o estresse nesse período, Ester recomendou que as pessoas pratiquem a técnica de fazer uma pausa de 60 segundos antes de qualquer compra impulsiva para questionar a real necessidade, questionando se tal compra é realmente necessária ou não. E, além disso, estabelecer um orçamento que pode ser gasto em determinado período. “Também é crucial, assim, pode-se ter o controle e limite do que se pode ser gasto ou não”, relatou.

Fatores emocionais
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