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R$ 27 bilhões em jogo: governador de SC se reúne com ministro do STF sobre crédito de ICMS Economia

R$ 27 bilhões em jogo: governador de SC se reúne com ministro do STF sobre crédito de ICMS

22-10-2025 • há 11 mêses

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), participou de uma reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques e manifestou preocupação com a possibilidade de perder R$ 27 bilhões em crédito de ICMS. O encontro aconteceu em Brasília, na tarde desta quarta-feira (22), e teve como principal assunto a preservação da atual regra do chamado “crédito físico” do imposto, que permite descontar às empresas pelo imposto pago apenas sobre insumos que se incorporam ao produto final, como matérias-primas.

Durante a reunião, o Governador Jorginho Mello detalhou o impacto financeiro da mudança da regra, que pode causar uma perda bilionária para Santa Catarina no período de dez anos. O valor, segundo o governador, coloca em risco o financiamento de áreas prioritárias do Estado.

 Fazenda fala em ‘pacificar’ jurisprudência

A Fazenda Pública elencou argumentos para manter a atual regra de crédito de ICMS, destacando a necessidade de pacificar a jurisprudência, hoje divergente daquela entendida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). As justificativas também ressaltam que o sistema de crédito amplo, chamado crédito financeiro, foi previsto apenas para o futuro IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) na Reforma Tributária.

Kassio Nunes Marques, ministro do STF que se reuniu com governador de SC para tratar do crédito de icmsGoverno de Santa Catarina foi recebido pelo ministro do STF, Kassio Nunes Marques

Ao deixar o encontro com o ministro do STF, Jorginho Mello (PL) ressaltou a importância da abertura de diálogo com a última instância do Judiciário brasileiro. “Fomos muito bem recebidos pelo Ministro Nunes Marques e conseguimos detalhar a gravidade fiscal deste tema. Não estamos falando de teoria jurídica, mas de dinheiro que financia a saúde, a educação e a segurança do nosso povo,” afirmou Jorginho Mello.

"Santa Catarina já sofreu perdas enormes e precisamos que o STF mantenha o entendimento histórico de que a não-cumulatividade do ICMS, da forma como está na Constituição hoje, é a do crédito físico. A definição deste caso é vital para a saúde orçamentária de todos os estados” complementou o Governador.

A decisão final do STF, sobre o crédito de ICMS, é esperada com atenção por todas as 27 unidades da federação, que aguardam a pacificação do tema e a suspensão de todos os processos judiciais correlatos.

Santa Catarina já sofreu perdas enormes e precisamos que o STF mantenha o entendimento histórico de que a não-cumulatividade do ICMS, da forma como está na Constituição hoje, é a do crédito físico. A definição deste caso é vital para a saúde orçamentária de todos os estados” complementou o Governador.

A decisão final do STF, sobre o crédito de ICMS, é esperada com atenção por todas as 27 unidades da federação, que aguardam a pacificação do tema e a suspensão de todos os processos judiciais correlatos.

Insumos como ovos e farinha, utilizados para fazer bolo, são exemplo de produtos passíveis de crédito físico de ICMSFoto: iStock/ND 

O que é o crédito de ICMS?

O chamado “crédito físico” de ICMS proporciona o abatimento de imposto devido do valor de ICMS pago na compra de insumos incorporados fisicamente em produtos finais, ou que, que são consumidos diretamente no processo de industrialização e comercialização.

O conceito desse crédito de ICMS está relacionado com o princípio da não cumulatividade, o que evita excessivas cobranças em efeito cascata. Essa modalidade é diferente de crédito financeiro, que possibilita crédito sobre o ICMS de todas as entradas de bens e serviços relacionados à atividade-fim da empresa, como energia elétrica e combustíveis.


Palavras-chave
O que é o crédito de ICMS



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