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Vigilância em Saúde intensifica limpeza e recolhimento de caramujo africano na orla de Imbituba Meio Ambiente

Vigilância em Saúde intensifica limpeza e recolhimento de caramujo africano na orla de Imbituba

13-01-2026 • há 8 mêses

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A Vigilância em Saúde de Imbituba realizou, na manhã desta terça-feira (13), uma ação de limpeza e recolhimento do caramujo africano na região da beira-mar do município. A iniciativa ocorreu após o registro da presença em grande quantidade do molusco em áreas públicas. 

Considerado uma espécie invasora, o caramujo africano (Achatina fulica) causa impactos significativos ao meio ambiente, à agricultura e à saúde pública. De origem africana, o molusco foi introduzido de forma irregular no Brasil há décadas, inicialmente com fins comerciais, e acabou se espalhando rapidamente pelo país por não possuir predadores naturais.

Segundo a Vigilância em Saúde, a infestação está presente em Imbituba desde 2004. Embora a eliminação total da espécie seja considerada inviável, o trabalho desenvolvido tem como foco o controle populacional e a redução dos riscos à população. O caramujo africano possui alta capacidade de reprodução, já que é hermafrodita, pode depositar centenas de ovos várias vezes ao ano e se adapta facilmente a ambientes urbanos, especialmente locais com umidade, restos de alimentos, entulhos e lixo acumulado.

bc181864-6482-49f0-9a83-e83ca398744c  A coordenadora da Vigilância em Saúde, Sandra Leal, destaca que o controle da espécie depende diretamente do engajamento da comunidade. “O caramujo africano já está presente no município há muitos anos, por isso o nosso trabalho é voltado ao controle. A colaboração da população é essencial, tanto no cuidado com quintais e terrenos quanto no recolhimento correto do molusco, evitando práticas que possam agravar a infestação”, afirmou.

Além das ações em áreas públicas, o órgão reforça que os moradores podem realizar o recolhimento manual dos caramujos, que estejam em suas casas, em áreas privadas, sempre utilizando luvas ou sacos plásticos, evitando o contato direto. O material coletado deve ser armazenado adequadamente e encaminhado às Unidades Básicas de Saúde (UBS), que funcionam como pontos oficiais de recolhimento no município.

A Vigilância em Saúde alerta ainda para práticas que não devem ser adotadas, como matar o caramujo diretamente no chão, jogar sal sobre o animal ou descartá-lo no lixo comum, em rios, terrenos baldios ou vias públicas, pois essas ações podem contribuir para a disseminação da espécie.

As equipes seguem organizadas para atuar em pontos estratégicos da cidade, especialmente em áreas públicas, com o objetivo de reduzir a infestação e minimizar os impactos causados pelo caramujo africano. Em caso de dúvidas, a população pode procurar a Vigilância em Saúde ou a unidade de saúde mais próxima.

Fonte: Diretoria Executiva de Comunicação e Inteligência

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Fonte: Diretoria Executiva de Comunicação e Inteligência



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