Uma ação fiscal da Anvisa estabeleceu, nessa segunda-feira, dia 20, a apreensão de todos os lotes do Azeite Extra Virgem Ouro Negro. O produto teve a sua comercialização, a sua distribuição, a sua fabricação, a sua importação, a sua divulgação e o seu consumo proibido.
O azeite foi denunciado por sua origem desconhecida e desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além disso, no rótulo do produto consta que ele é importado pela Intralogística Distribuidora Concept Ltda., empresa que tem o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) suspenso na Receita Federal do Brasil.
Sal do Himalaia Kinino

Da mesma forma, 13 lotes do Sal do Himalaia Moído - 500 g, da marca Kinino, também tiveram a sua comercialização, a sua distribuição, a sua divulgação e o seu consumo suspensos por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os lotes devem ser recolhidos, conforme estabelecido pela Agência.
Confira abaixo os lotes suspensos, com prazo de validade até março de 2027:
- MAR 257 1
- MAR 257 2
- MAR 257 3
- MAR 257 4
- MAR 257 5
- MAR 257 6
- MAR 257 7
- MAR 257 8
- MAR 257 9
- MAR 257 10
- MAR 257 11
- MAR 257 12
- MAR 257 13
A medida foi tomada após a empresa H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. comunicar o recolhimento voluntário dos itens, ou seja, a ação partiu da própria fabricante, que identificou as irregularidades.
Os laudos de análise 94.CP.0/2025 e 16.1P.0/2025, emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz, confirmaram que os lotes citados apresentaram teor de iodo abaixo do estabelecido na legislação.
O iodo é um mineral que deve ser adicionado ao sal de cozinha com o propósito de prevenir a deficiência desse elemento no organismo, e que pode levar ao bócio (aumento da tireoide), além de ocasionar vários problemas no desenvolvimento do feto durante a gestação, dentre outros.
Chá do Milagre
Outro item que sofreu ação de fiscalização da Anvisa e deve ser apreendido é o Chá do Milagre (Pó do Milagre ou Pozinho do Milagre), produzido por empresa desconhecida. Com isso, o produto não pode mais ser comercializado, distribuído, fabricado, divulgado e consumido.
A proibição do chá se deu porque a composição e a classificação do produto são desconhecidas, assim como os responsáveis pela sua fabricação.
Outra irregularidade constatada foi a divulgação do chá no Facebook e no Instagram, indicando o produto com finalidade medicinal. Os anúncios associam o seu uso a benefícios terapêuticos, como emagrecimento, tratamento da ansiedade e da insônia, prevenção de câncer, estimulante sexual etc. Esta prática não é permitida para alimentos e chás. A reportagem entrou em contato com as empresas e somente a Kinino respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
NOTA À IMPRENSAPalavras-chave
A H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., responsável pela marca Kinino, informa que iniciou de forma totalmente voluntária o recolhimento de alguns lotes do produto Sal do Himalaia Moído – marca Kinino, conforme descrito na Resolução-RE no 4.122, de 17 de outubro de 2025, publicada pela Anvisa.
O recolhimento foi uma ação preventiva, tomada por iniciativa da própria empresa, após identificar que
determinados lotes apresentaram teor de iodo abaixo do valor exigido pela legislação vigente.
É importante esclarecer que o iodo não causa qualquer dano à saúde. Sua adição ao sal é uma medida preventiva adotada pelo governo brasileiro para evitar a deficiência desse nutriente em regiões onde a alimentação da população pode não garantir a ingestão adequada.
A Kinino reforça que não há risco à saúde dos consumidores e que a medida tem como objetivo garantir a máxima qualidade e conformidade dos produtos com as normas vigentes. A marca reafirma seu compromisso com a segurança, a transparência e o respeito aos consumidores, mantendo sempre os mais altos padrões de qualidade em toda a sua linha de produtos. H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda.
Produtos Alimentícios Ltda





