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Dono de casa de câmbio em SC é preso suspeito de lavar R$ 45 milhões do tráfico em um mês Polícia

Dono de casa de câmbio em SC é preso suspeito de lavar R$ 45 milhões do tráfico em um mês

07-10-2025 há 10 mêses

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O dono de uma casa de câmbio no Centro de Florianópolis foi preso nesta terça-feira (7), suspeito de lavar R$ 45 milhões do tráfico em apenas 30 dias. A prisão do doleiro é um desdobramento de uma operação que revelou uma aliança entre facções de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Federal, o doleiro faz parte do núcleo financeiro de uma facção responsável pela lavagem de dinheiro do grupo criminoso. Os policiais deflagraram a Operação Safari, cumprindo dois mandados de busca e apreensão — um na casa do empresário e outro na casa de câmbio.Durante a operação, a PF apreendeu uma Mercedes-Benz C 300 Coupé AMG Line, fabricada entre 2018 e 2021. O carro de alto padrão custa, em média, R$ 445 mil. Além disso, os policiais encontraram na casa de câmbio um envelope identificado como “Achados e Perdidos”, onde estavam diversos documentos.

O doleiro afirmou aos policiais que os documentos tinham sido esquecidos na casa de câmbio. A Polícia Federal, porém, suspeita que eles tenham sido usados para registrar linhas telefônicas em nome de terceiros e realizar transações financeiras falsas. A hipótese ainda será apurada ao longo da investigação.

Qual o papel do doleiro e da casa de câmbio no esquema de lavagem de dinheiro

O delegado da Ficco, Nelson Napp, explicou como funciona o esquema e o papel do doleiro — um dos principais responsáveis pela lavagem de dinheiro — preso nesta terça-feira:

A primeira etapa é o valor que vem das vendas na boca de fumo, notas pequenas, como R$ 5 e R$ 20. Na segunda, eles trocavam esse dinheiro por notas de R$ 100. A partir daí, o investimento se ramificava: enquanto uma parte dos valores virava criptomoedas transferidas para empresas-fantasma, o homem preso hoje era responsável pela conversão desses valores em dinheiro vivo, dólar pelo mercado paralelo.”

O delegado detalhou que o nome do doleiro preso nesta terça surgiu após a prisão do responsável por um laboratório que “turbinava” cocaína em um sítio de Santo Amaro da Imperatriz. A investigação apontou que o empresário era o principal contato do traficante para a lavagem de dinheiro vivo.

Esquema lavou R$ 1,4 bilhão em lucros do tráfico de drogas

Mala “entupida” de dinheiro foi encontrada durante a Operação ColapsoFoto: Polícia Federal/Divulgação/NDMala “entupida” de dinheiro foi encontrada durante a Operação ColapsoFoto: Polícia Federal

A ação desta terça contra a casa de câmbio e o doleiro é um desdobramento da Operação Colapso, deflagrada em junho. Na época, a PF revelou uma aliança entre o PGC (Primeiro Grupo Catarinense) e a facção gaúcha Manos. Conforme a Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), o esquema lavou R$ 1,4 bilhão em lucros do tráfico de drogas Ao todo, a Operação Colapso expediu mais de 80 ordens judiciais, que determinaram o bloqueio de R$ 1,4 bilhão vinculados a 25 empresas. Em junho, 35 pessoas foram presas, uma foi morta e duas fugiram. Além disso, a PF cumpriu 48 mandados de busca e apreensão. A ação foi considerada a maior operação da PF em Santa Catarina neste ano.

A  operação resultou ainda na apreensão de 500 kg de drogas em um laboratório de refino de cocaína, R$ 695 mil em espécie, armas de fogo e celulares.

Palavras-chave
armas de fogo e celulares.



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