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Força-tarefa encerra investigação sobre circulação da Febre do Nilo Ocidental em Imbituba Meio Ambiente

Força-tarefa encerra investigação sobre circulação da Febre do Nilo Ocidental em Imbituba

02-10-2026 • há 12 horas

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Uma força-tarefa formada por equipes municipais, estaduais e federais encerrou nesta sexta-feira (2) os trabalhos de campo de uma investigação epidemiológica realizada ao longo desta semana, em diferentes regiões de Imbituba. A ação teve como objetivo verificar a possível circulação do vírus da Febre do Nilo Ocidental (FNO) e de outros arbovírus entre mosquitos encontrados no município.

A mobilização foi realizada após a confirmação de um óbito por Febre do Nilo Ocidental registrado no município. A partir da confirmação do caso, a 20ª Regional de Saúde iniciou uma investigação epidemiológica para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência da doença e verificar a existência de circulação do vírus entre os mosquitos da região.

A operação reuniu profissionais do Governo de Santa Catarina, por meio da Regional de Saúde de Tubarão e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), do Ministério da Saúde, da Prefeitura de Imbituba e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

da4cc163-1aef-45de-a663-011452f48ce4  Coletas foram realizadas em diferentes regiões

Ao longo da semana, as equipes instalaram pontos de coleta e realizaram capturas de mosquitos em diferentes ambientes do município. Entre as áreas incluídas na investigação estiveram Itapirubá, Vila Nova, região central e São Tomás.

A distribuição dos pontos de coleta permite avaliar diferentes ambientes e identificar quais vírus eventualmente podem estar presentes nas populações de mosquitos de cada região.

Após a captura, os insetos são encaminhados para processamento e análise laboratorial. Além da Febre do Nilo Ocidental, os exames também poderão identificar a presença de outros arbovírus, como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela.

Segundo a bióloga Sabrina Fernandes Cardoso, da Gerência Regional de Saúde de Tubarão e integrante da equipe de pesquisadores, a realização das coletas em diferentes áreas é importante para ampliar a investigação e identificar quais vírus podem estar presentes entre os mosquitos.

Resultados vão auxiliar o monitoramento

Com o encerramento dos trabalhos de campo nesta sexta-feira, o material coletado seguirá para as análises laboratoriais. Os resultados deverão contribuir para a avaliação do cenário epidemiológico e auxiliar na definição das ações de vigilância e monitoramento no município.

Neste momento, a realização das coletas representa uma etapa de investigação. A eventual presença do vírus da Febre do Nilo Ocidental ou de outros arbovírus nos mosquitos capturados dependerá dos resultados dos exames.

A Prefeitura de Imbituba, por meio da Vigilância em Saúde, segue acompanhando a situação em conjunto com as autoridades sanitárias.

Vigilância reforça cuidados de prevenção

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um arbovírus, assim como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados, especialmente do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

Algumas espécies de aves silvestres atuam como hospedeiras naturais do vírus e podem servir como fonte de infecção para os mosquitos. Já seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais e terminais, não participando da manutenção do ciclo de transmissão.

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Estima-se que cerca de 20% desenvolvam manifestações, geralmente leves. Em uma parcela dos casos, porém, a infecção pode evoluir para quadros neurológicos mais graves.

Por isso, a Vigilância em Saúde reforça a importância de reduzir a exposição aos mosquitos, principalmente nos períodos de maior atividade do vetor, como o amanhecer e o entardecer.

Entre as principais recomendações estão:

  • utilizar repelente;
  • evitar a exposição aos mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer;
  • utilizar telas em portas e janelas, quando possível;
  • evitar água parada e locais sem saneamento básico;
  • não despejar lixo em valas, valetas ou nas margens de córregos, rios e riachos;
  • evitar, sempre que possível, o contato ou manuseio de animais mortos.

Fonte:  Diretoria Executiva de Comunicação e Inteligência 

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Fonte:Diretoria Executiva de Comunicação e Inteligência



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