Em vídeo publicado no seu perfil do Instagram na noite desta sexta-feira (6), o ex-coordenador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol afirmou que articuladores do governo Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças do PT defendem saídas jurídicas para abrandar a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. Repercutindo informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Dallagnol explicou que a intenção da gestão petista seria desidratar a mobilização por uma anistia ampla na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Segundo Dallagnol, o movimento de bastidores não visa beneficiar o ex-mandatário, mas evitar o desgaste político e o fortalecimento da oposição. “Eles não querem que Bolsonaro continue chamando atenção e a injustiça do Bolsonaro continue a gritar e nos lembrar de todos os abusos do Supremo Tribunal Federal e do governo Lula”, declarou o ex-procurador no vídeo.
Deltan Dallagnol diz que Lula e PT querem dar perdão a Jair Bolsonaro
O ex-membro do Ministério Público enfatizou que medidas como graça ou indulto concedidos pela Presidência da República extinguem apenas a pena privativa de liberdade, mantendo os efeitos secundários das condenações, como a inelegibilidade e a perda da primariedade.
“Na minha leitura, esse cálculo deles é cruel. Se o governo aliviar só a pena do Bolsonaro, pode enfraquecer a pressão para que o Congresso vote uma anistia que atinja Bolsonaro de forma completa e também que alcance outros condenados pelo 8 de janeiro”, alertou.
Ao detalhar a diferença entre o perdão do Executivo e a anistia aprovada pelo Legislativo, Dallagnol reiterou que a movimentação petista responde a conveniências partidárias e eleitorais diante da formação do novo Congresso Nacional.
“Tudo isso, gente, é um cálculo frio, é maquiavélico, de Lula, da turma dele, do entorno dele, focado nos próprios interesses do PT”, afirmou ao classificar a conduta.
Deltan Dallagnol defende anistia a Jair Bolsonaro
Deltan defendeu que os parlamentares não recuem das negociações por uma anistia irrestrita a partir de fevereiro, independentemente das ações do Executivo ou do Judiciário sobre a dosimetria de penas. “Se reduzirem a pena do Bolsonaro, que bom, mas eu defendo que o Congresso vá além disso, que discuta e vote a anistia à vista de todo mundo, incluindo o Bolsonaro”, ressaltou, rebatendo o argumento de que o tema paralisaria outros projetos ao pontuar que “o Congresso é grande o suficiente para tocar várias coisas importantes ao mesmo tempo”.
Palavras-chavecoisas importantes ao mesmo tempo”.





