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Chapa Lula-Alckmin vira alvo de investigação no TSE para apurar abuso de poder político durante as eleições 2026 Política

Chapa Lula-Alckmin vira alvo de investigação no TSE para apurar abuso de poder político durante as eleições 2026

05-11-2026 • há 1 dia

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) abriu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin por suspeita de abuso de poder político durante as eleições de 2026.A decisão foi proferida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, após pedido protocolado pelo partido NOVO. Os investigados foram notificados e têm o prazo de cinco dias para apresentar defesa. A investigação apura a edição de 35 atos governamentais que criaram ou ampliaram benefícios sociais e econômicos para a população ao longo do ano eleitoral. As informações são da reportagem de Gabriela Echenique e Fábio Zanini para a coluna Painel da Folha de S. Paulo.

Segundo o levantamento apresentado pelo Novo na petição, o volume de medidas com esse perfil editadas em 2026 igualou o total registrado no somatório dos anos de 2023, 2024 e 2025.

Influência de Geraldo Alckmin sobre governo de Lula foi alvo de críticas de setores progressistasFoto: Reprodução/ND Mais                         Influência de Geraldo Alckmin sobre governo de Lula foi alvo de críticas de setores progressistas

Quais atos do governo estão sendo investigados

Entre as medidas citadas na ação aceita pelo TSE para embasar a suspeita de uso da máquina pública em benefício eleitoral estão: 

  • Reajuste dos valores pagos pelo programa Bolsa Família;
  • Ampliação de subsídios federais aos combustíveis;
  • Outras medidas administrativas de concessão e expansão de benefícios sociais editadas durante o ano de 2026.

Segundo a acusação do partido Novo, as medidas teriam sido utilizadas com o objetivo de favorecer a candidatura da chapa presidencial durante a disputa eleitoral. 

A participação de Geraldo Alckmin

Na decisão que acolheu a ação, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva destacou que a investigação alcança ambos os integrantes da chapa. Segundo o corregedor, enquanto a Lula é atribuída a edição direta dos atos questionados, o vice-presidente Geraldo Alckmin é investigado como beneficiário das medidas e por sua participação direta em eventos públicos de anúncio das propostas.

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de entrega de medalhas da Ordem Nacional do Mérito Científico; Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de entrega de medalhas da Ordem Nacional do Mérito Científico

“O polo passivo é composto pelos integrantes da chapa supostamente beneficiada. Ao primeiro investigado atribui-se a edição dos atos impugnados, e ao segundo, além da condição de beneficiário, a participação em eventos de anúncio de algumas das medidas”, afirmou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva na decisão.

O que diz o partido Novo na ação

O presidente do partido Novo, Eduardo Ribeiro, sustentou que os anúncios ultrapassaram os limites permitidos pela legislação eleitoral para o uso dos recursos públicos durante o período de campanha.

“A lei não permite que um governo gaste R$ 100 bilhões para comprar uma eleição. Não se pode permitir que o dinheiro do contribuinte e a estrutura do Estado sejam utilizados dessa forma”, declarou o presidente do Novo.

O que acontece agora com a chapa Lula-Alckmin

Com o acolhimento da petição pelo TSE, o processo entra na fase de instrução e defesa. A chapa investigada possui o prazo de cinco dias úteis, contados a partir da notificação oficial, para apresentar suas justificativas e contestar as alegações do partido Novo perante a Justiça Eleitoral.

Palavras-chave
Novo perante a Justiça Eleitoral



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