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PF prepara relatório com nomes de 6 ministros citados no celular de Vorcaro; STF aguarda documento Justiça

PF prepara relatório com nomes de 6 ministros citados no celular de Vorcaro; STF aguarda documento

05-11-2026 • há 2 horas

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A PF (Polícia Federal) prepara um relatório com informações sobre seis ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) mencionados no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O documento é aguardado pelo presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, que pretende levar o caso ao plenário antes do fim de 2026. Segundo apuração do UOL, o material deve reunir referências a Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux e Gilmar Mendes. A intenção é que, após uma manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República), os ministros decidam em conjunto como tratar as informações encontradas no aparelho do banqueiro. As menções, por si só, não indicam envolvimento em irregularidades.

O caso está entre os processos que podem voltar à pauta do Supremo após as eleições, ao lado de uma disputa entre Moraes e Mendonça e da revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ministro Alexandre de Moraes aparece ao centro de uma sessão do STF, acompanhado de outros integrantes da Corte, diante de computadores e documentos

STF aguarda relatório da Polícia Federal com referências a seis ministros encontradas no celular de Daniel Vorcaro

O que se sabe sobre o relatório da PF envolvendo seis ministros do STF

As investigações relacionadas ao Banco Master estão paralisadas no Supremo desde setembro, após a Polícia Federal identificar conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. 

Em 1º de setembro, André Mendonça retirou o sigilo de um relatório que apontava Moraes como interlocutor do banqueiro. A PGR, no entanto, questionou a validade do documento e defendeu sua anulação.

O assunto chegou ao plenário em 15 de setembro, quando os ministros começaram a discutir se o caso deveria ser analisado junto a um pedido de investigação apresentado por Moraes contra Mendonça. 

A discussão foi interrompida por um pedido de vista de Flávio Dino. O prazo de 90 dias termina em 16 de dezembro, quando o processo poderá ser liberado para julgamento.

Enquanto isso, Fachin aguarda o novo relatório da PF para que o Supremo tenha uma visão mais ampla das menções aos integrantes da Corte.

Ministro Edson Fachin, presidente do STF, aparece sentado durante sessão do Supremo Tribunal Federal, usando toga e óculosPresidente do STF, Edson Fachin, aguarda novo relatório da Polícia Federal para definir os próximos passos das investigações sobre o Banco Master

Moraes pediu investigação contra André Mendonça

A divulgação das conversas entre Vorcaro e Moraes também provocou uma disputa entre os dois ministros. 

Em 3 de setembro, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suspeitas de abuso de autoridade e improbidade administrativa. Ele alegou que o colega teria agido com interesses políticos na condução de investigações sobre fraudes no Banco Master e no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O pedido teve como base um relatório de inteligência sem assinatura da Polícia Federal.

Inicialmente, a análise estava prevista para 23 de setembro, mas acabou retirada da pauta enquanto o STF discutia a possibilidade de reunir os dois processos.

Em 19 de outubro, a PGR se posicionou contra a abertura da investigação, por considerar que o documento utilizado não tem validade como prova.

Disputa também envolve o comando da Polícia Federal

Outro processo ligado ao caso envolve Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que teve seu afastamento determinado por André Mendonça. 

O ministro alegou que Rodrigues teria utilizado a estrutura da corporação para espioná-lo por meio de relatórios de inteligência.

A decisão, porém, foi suspensa por Fachin, permitindo que o diretor-geral permanecesse no cargo.

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, aparece de terno preto e gravata vermelha durante pronunciamento diante de um microfoneAndrei Rodrigues permanece no comando da Polícia Federal após Fachin suspender a decisão de André Mendonça que determinava seu afastamento

A PGR também defendeu sua manutenção, argumentando que a escolha do chefe da Polícia Federal cabe exclusivamente ao presidente da República. Segundo o órgão, os relatórios questionados eram documentos internos, encaminhados apenas por determinação de Moraes.O processo já recebeu as manifestações das partes e aguarda análise do plenário.

STF também pode analisar revisão da condenação de Bolsonaro

Além dos desdobramentos do caso Master, o Supremo deve enfrentar outro julgamento de grande repercussão antes do recesso de dezembro: o pedido de revisão criminal de Jair Bolsonaro.

Condenado por golpe de Estado em setembro de 2025, o ex-presidente tenta reverter a decisão por meio de um recurso apresentado após o trânsito em julgado.

A relatoria está com Kassio Nunes Marques, que solicitou uma manifestação da PGR em 28 de outubro.

A revisão será analisada apenas pelos cinco ministros que não participaram do julgamento original: Nunes Marques, Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça.O grupo poderá avaliar eventuais ilegalidades apontadas pela defesa e decidir se existem fundamentos para modificar a condenação.

Palavras-chave
fundamentos para modificar a condenação.​ ​



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