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O que fez a Polícia Federal pedir mais tempo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger? Justiça

O que fez a Polícia Federal pedir mais tempo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger?

21-10-2026 • há 15 horas

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A PF (Polícia Federal) pediu mais tempo para apurar dois inquéritos que miram os empresários Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger. As investigações tratam de um suposto esquema de tráfico de influência; de acordo com a corporação, o primogênito do presidente Lula (PT) e a lobista teriam intermediado contratos com o poder público.

A Polícia Federal pediu à sua área técnica o detalhamento dos vínculos societários de Fábio Luís, de suas movimentações bancárias e do registro de agendas dele e de outros alvos em órgãos públicos. Os investigadores também buscam apurar as viagens feitas por Lulinha e Roberta Luchsinger e por outros investigados no Brasil e no exterior. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

PF alega que conjunto de investigações sobre Lulinha e Roberta Luchsinger ainda pende de conclusão

De acordo com a corporação, novas etapas de investigação foram solicitadas e estas ainda não foram concluídas, considerando ter passado pouco tempo desde que elas foram determinadas. Por este motivo, solicita a ampliação do prazo. 

“Foram determinadas diversas diligências em prol da investigação, as quais ainda pendem de conclusão, notadamente em razão do exíguo lapso temporal transcorrido desde sua determinação”, diz o ofício da Polícia Federal.

“Mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso”. O requerimento em questão foi feito no início de outubro, quando se esgotou o prazo inicial de 60 dias.

O pedido de prorrogação foi encaminhado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator dos dois inquéritos na Corte; uma terceira investigação sobre Lulinha e Roberta Luchsinger encontra-se sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Ministros Flávio Dino e André Mendonça, do STF, respectivamente.Foto: Luiz Silveira/STF)/Reprodução/ND Mais                               Ministros Flávio Dino e André Mendonça, do STF, respectivamente.

Em nota, a defesa de Lulinha chamou o pedido da Polícia Federal de “a mais clara e genuína expressão” de fishing expedition, isto é, uma pesca probatória, quando as autoridades investigam um caso de forma genérica e sem alvo definido. 

Após cortar laços com Lula e Fábio Luís, Luchsinger afirma que pretende firmar delação premiada

No último sábado (17), Luchsinger concedeu a primeira entrevista à imprensa desde a deflagração das investigações. À CNN, afirmou que pretende firmar uma delação premiada.

Após ter cortado laços com o presidente Lula e seu primogênito, a empresária reclamou de ter virado, em suas palavras, “boi de piranha” nas investigações da Polícia Federal.

“Não serei eu o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim”, disse a lobista. “O que eu fiz, se for crime, vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal que, aliás, é uma coisa que o presidente da República sempre disse muito sobre ele, mas sobre os outros a gente vê que é o contrário”. 

Leia a íntegra da defesa de Lulinha:

“Os advogados de Fábio Luiz Lula da Silva vêm a público esclarecer o seguinte. 

As novas medidas requeridas pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal são a mais clara e genuína expressão de uma fishing expedition.

A tese que sustentou a investigação desde o início era objetiva: Fábio Luiz receberia R$ 300 mil mensais por intermédio de Roberta Luchsinger. Seus extratos bancários foram colocados à disposição das autoridades. Já foram, inclusive, vazados. Não há neles um único pagamento de Roberta Luchsinger. Nem esse valor nem qualquer outro. A tese era falsa e os documentos provam isso.

Desmentida a hipótese original, a investigação não se encerrou. Apenas mudou de rumo. Agora se pretende examinar passagens aéreas, como se a suposta vantagem tivesse passado a circular na forma de bilhetes de avião. Quando nada for encontrado ali – e nada será, buscar-se-á outra coisa: onde ele compra roupas, em que pet shop dá banho nos seus cachorros.

Quando uma linha investigativa se revela equivocada, procura-se outra; quando esta também falha, procura-se a seguinte. É a inversão completa da lógica do processo penal: em vez de partir de um fato para chegar a um eventual responsável, escolhe-se o alvo para depois sair à procura de um crime que lhe sirva. A investigação deixou de ser sobre fatos. Tornou-se a perseguição de uma pessoa, conduzida a reboque de entrevistas e manchetes. A defesa confia que o Supremo Tribunal Federal não chancelará uma devassa sem objeto”.

Palavras-chave
chancelará uma devassa sem objeto”.



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