A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, registrou em cartório um documento em que relata ter sido, supostamente, pressionada por pelo menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula para delatar o candidato a presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL). Ela foi alvo da Operação Make Up da PF nesta quinta-feira (10).Segundo interlocutores ouvidos por Caio Junqueira, da CNN Brasil, os abordadores teriam sugerido que Karina seria presa caso não fizesse a delação.
O registro cartorial foi encontrado e apreendido pela PF (Polícia Federal) durante mandados de busca e apreensão realizados nesta quinta-feira (10).

A orientação para registrar formalmente todos os contatos e abordagens recebidos partiu de conselheiros da própria empresária, como forma de resguardo jurídico diante das ameaças.
Quem são os citados no relato da produtora de Dark Horse
No documento registrado em cartório, Karina Ferreira da Gama detalha os perfis dos abordadores que a teriam procurado para fazer a delação contra o senador.
Entre os nomes mencionados no relato estão Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, citado no relato como uma das pessoas que teriam procurado a empresária. Além de um religioso não identificado, apontado no relato como uma figura próxima ao Palácio do Planalto que também teria feito contato.
O que dizem os envolvidos após relado da produtora de Dark Horse
Procurado pela reportagem da CNN para responder sobre as acusações contidas no documento, Fernando Sarney negou ter tido qualquer tipo de contato com a empresária Karina Ferreira da Gama.
A PF (Polícia Federal) não detalhou desdobramentos sobre a apreensão do documento e o material segue sob análise das autoridades responsáveis pela investigação.
Palavras-chaveautoridades responsáveis pela investigação.





