Uma ligação que parecia ser apenas para conseguir a segunda via de um boleto de plano de saúde terminou em um prejuízo de aproximadamente R$ 4 mil para uma moradora de Florianópolis. O caso revelou um esquema investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, que teria usado um site falso para direcionar clientes a uma central telefônica fraudulenta.
A operação, batizada de “Falsa Central Médica”, foi deflagrada nesta quinta-feira (20) pela Delegacia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DD/DEIC), com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Caraguatatuba.
Segundo a investigação, o grupo teria criado uma página falsa na internet para fazer com que clientes de um plano de saúde de abrangência nacional entrassem em contato com uma central controlada pelos suspeitos.
Foi nesse ambiente que a moradora de Florianópolis acabou sendo enganada.
Golpe começou com uma simples segunda via
De acordo com as informações apuradas na investigação, a vítima procurou na internet uma forma de solicitar a segunda via do boleto da mensalidade do plano de saúde.
Ao acessar o site falso, ela foi direcionada para a central telefônica utilizada pelo grupo investigado.
Acreditando estar falando com representantes legítimos do plano, a moradora realizou o pagamento de aproximadamente R$ 2 mil.
O golpe, porém, não terminou naquele momento.
Poucos minutos depois, os investigados teriam entrado novamente em contato com a vítima. Desta vez, afirmaram que seria necessário realizar um procedimento relacionado ao estorno do valor pago.
A partir dessa abordagem, a moradora foi induzida a fazer mais duas transferências via Pix.
Somados os pagamentos, o prejuízo chegou a aproximadamente R$ 4 mil.
Investigação identificou estrutura do grupo
A apuração da Polícia Civil avançou sobre o funcionamento da estrutura utilizada no golpe.
Os investigadores identificaram pessoas que seriam responsáveis por operar a falsa central telefônica e manter o contato com as vítimas.
Também foram identificados os responsáveis por receber e pulverizar os valores obtidos nas fraudes em diferentes contas bancárias, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A investigação levou às cidades de São Paulo e Caraguatatuba, onde foram cumpridas as ordens judiciais nesta quinta-feira.
Mais de R$ 27 mil são encontrados durante operação
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais apreenderam aparelhos celulares e mais de R$ 27 mil em dinheiro vivo na residência de um dos investigados.
O dinheiro recolhido poderá ser vinculado judicialmente ao caso. Conforme a Polícia Civil, será feito um pedido para que o valor possa ser utilizado com a finalidade de viabilizar o ressarcimento do prejuízo causado à vítima.
A apreensão dos celulares também deverá contribuir para a investigação sobre a atuação do grupo e a forma como a falsa central era utilizada para abordar possíveis vítimas.
Investigados respondem por dois crimes
Os suspeitos são investigados pelos crimes de estelionato qualificado pelo meio digital e associação criminosa.
A operação reuniu equipes da Polícia Civil de Santa Catarina e de São Paulo e teve como foco desarticular a estrutura utilizada nas fraudes.
O caso envolvendo a moradora de Florianópolis mostra como um contato aparentemente rotineiro, como a busca pela segunda via de uma mensalidade, pode ser usado como porta de entrada para uma fraude digital.
A investigação continua para esclarecer toda a extensão do esquema, identificar possíveis outras vítimas e acompanhar a destinação dos valores apreendidos durante a operação.
Palavras-chaveapreendidos durante a operação.





