As arquibancadas do Maracanãzinho ficaram lotadas neste domingo (9), e a maioria dos fãs queria ver um show de Rayssa Leal na pista do SLS Rio Takeover. Duas vezes medalhista olímpica, a jovem de 18 anos não decepcionou. Mesmo depois de sofrer uma queda no treino de sábado (8), a brasileira superou dores no pé e encaixou boas manobras na final feminina. Com o maior somatório (20.9), venceu a terceira etapa da Liga Internacional de Skate Street (SLS) – elá já tinha triunfado na primeira, na Austrália, em fevereiro. Com os resultados, Rayssa, mesmo na metade do calendário, se coloca em boa posição para garantir vaga no Super Crown, que definirá os grandes campeões da temporada.
Ainda na pista do Maracanãzinho, Rayssa Leal comentou a mudança de chave depois de um desempenho ruim no treino de sábado e dedicou o troféu ao pai Haroldo, neste domingo de Dia dos Pais.
— Ontem eu não estava andando tão bem. Hoje eu andei assim, tudo que eu podia andar. Fiquei muito contente. Eu dedico esse título para a minha família, para eles que estão lá em Imperatriz. Pai, feliz Dia dos Pais. Eu te amo — disse a campeã do SLS Rio Takeover. A japonesa Momiji Nishiya (20.7) e a espanhola Daniela Terol (17.7) completaram o pódio neste domingo. A final masculina, com brasileiros em ação, começará às 13h15 (de Brasília).
Como foi a final feminina
O Maracanãzinho recebeu um torneio de skate pela primeira vez. No formato “Spot Takeover”, cada atleta teve direito a sete tentativas de manobras isoladas (quando os skatistas também dão voltas na pista, a competição recebe o nome de “Arena”). Ainda no aquecimento, Aoi Uemura sofreu uma queda feia, bateu a nuca na pista e se machucou. Recebeu atendimento médico e saiu em cadeira de rodas, chorando. De acordo com a SLS, apesar do susto, a japonesa está bem. Com a final iniciada, Funa Nakayama foi a primeira a acertar uma boa manobra. Rayssa Leal caiu na tentativa inicial, mas não se abalou. Engatou duas boas notas em sequência (6.8 e 7.1) e entrou na briga pelo título, com o apoio da torcida no Maracanãzinho. Outras atletas começaram a encaixar manobras. Momiji Nishiya obteve a maior nota da competição: 8.7. Depois, ainda tirou a liderança de Rayssa, que precisou correr atrás do placar. Mas quem tem duas medalhas olímpicas não sente pressão. Na reta final, a brasileira caprichou na execução e melhorou seu somatório. Ao chegar a 20.9, assegurou o título da etapa carioca da SLS. Momiji, campeã olímpica em Tóquio 2020, ficou com a segunda colocação, ao registrar 20.7, e a espanhola Daniela Terol fechou o pódio, com 17.7. Gabi Mazetto terminou em quarto (14.8), e Funa Nakayama, em quinto (7.5).
Curiosamente, o Rio de Janeiro tinha sido palco da primeira participação de Rayssa Leal em uma etapa da Liga Internacional de Skate Street, em janeiro de 2019. Na época, a brasileira tinha 11 anos. Agora, já maior de idade, tem lugar garantido entre os principais nomes da modalidade no mundo.
A sequência da temporada
Além de ser o primeiro evento de skate do Maracanãzinho, o Takeover marcou o retorno da SLS às terras cariocas depois de quase quatro anos. A última disputa na cidade tinha sido o Super Crown de 2022, que terminou com Rayssa Leal campeã do naipe feminino, inclusive.
Em 2026, a próxima parada da Liga Internacional de Skate Street será em Tempe, nos Estados Unidos, em 29 de agosto. A competição também terá o formato “Spot Takeover”. Ao todo, serão seis etapas antes do Super Crown, evento que ocorrerá em São Paulo, em dezembro, e premiará os grandes campeões da SLS no ano – um vencedor no naipe masculino e uma ganhadora no feminino.
Para definir os 20 homens garantidos no Super Crown, a SLS puxará os oito mais bem colocados no ranking do Takeover e os 12 primeiros da Arena. O top 8 da Arena e o top 4 do Takeover formarão o grupo de mulheres classificadas. No momento, Rayssa Leal lidera as duas listas femininas.
Palavras-chave
Rayssa Leal lidera as duas listas femininas.







