Nossa reportagem foi recebida no escritório da Teka Tecelagem Kuehnrich S.A, em São Paulo, na avenida Juscelino Kubitschek, endereço de grandes empresas no Brasil. Rogério Marques, CEO da companhia divide-se entre este escritório da Teka no Itaim Bibi, e a fábrica em Blumenau (SC), onde a centenária indústria têxtil nasceu. A entrevista concebida pelo CEO transitou por temas como a decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em cancelar, por decisão unânime, o pedido de falência da Teka e restabeleceu a recuperação judicial da fabricante têxtil de Blumenau. A decisão colegiada, tomada em junho de 2026 por votação de 3 a 0, confirma uma liminar concedida em março de 2025 e encerra um período de incerteza jurídica para a empresa, que soma cerca de 2 mil pessoas envolvidas entre funcionários diretos, aprendizes, representantes e terceiros. “Foi uma notícia de fato muito positiva e que a gente buscou e batalhou bastante”, afirmou o CEO Rogério Marques. “Agora em junho nós tivemos uma decisão final, 3 a 0, uma decisão colegiada que foi bastante firme.”

O que muda com a decisão
Segundo o executivo, a reversão da falência tem efeito direto sobre a relação da companhia com fornecedores, credores e parceiros comerciais. “Nos garante uma credibilidade maior em termos de conseguir melhores condições de negociação, prazos, e dá mais segurança a todos que atuam junto com a Teca, tirando essa nuvem que pairava com a questão da falência”, disse.
Plano surgiu há 13 anos
O plano de recuperação judicial da Teka foi solicitado originalmente em 2012. Para Marques, o histórico da empresa nesse período foi decisivo para o entendimento do tribunal. “Mesmo diante das dificuldades que a empresa enfrentou, mesmo nesses 13 anos de dificuldade, a empresa continuou sendo resiliente, aumentando operações, aumentou muito o volume de faturamento depois da pandemia”, afirmou.
O CEO destacou ainda que a companhia nunca interrompeu suas atividades ao longo de todo o processo. “Nunca fechou, nunca parou, nunca deixou de operar, então isso comprova a viabilidade do negócio”, disse.
Com a decisão, a Teka aguarda agora a convocação da Assembleia Geral de Credores, já solicitada pelos credores trabalhistas no início de junho, para avançar na aprovação do plano de recuperação.
Palavras-chavedo plano de recuperação.





