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Os gerentes estão loucos’: Itaú encerra atividades em setor e deixa 350 bancários à deriva Economia

Os gerentes estão loucos’: Itaú encerra atividades em setor e deixa 350 bancários à deriva

28-05-2026 há 16 horas

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O Itaú anunciou o encerramento do segmento Emps+, serviço interno voltado ao atendimento empresarial, pegando centenas de funcionários de surpresa. A decisão oficializada na última quarta-feira (27) deve impactar quase 400 profissionais em todo o país. Diante do fim de serviço do Itaú nessa modalidade, o Sindicato dos Bancários informou que apenas 50 funcionários serão mantidos em novos projetos. Os demais 350 trabalhadores foram deixados sem um plano formal de demissão.

Fim de serviço do Itaú impõe pressão dentro da instituição

Os bancários impactados relatam que não há suporte ou pacotes de transição oferecidos pelo Itaú. Existe uma grande cobrança informal para que busquem outras vagas internas o mais rápido possível. Parte dos funcionários está sendo direcionada ao segmento Pro. Há registros de demissões com menos de um ano de casa, sem avaliação formal, sob justificativas genéricas de “baixa performance”.

A situação logística também gera insatisfação entre os funcionários. O segmento Pro exige que o gerente use seu veículo próprio, mas o reembolso de combustível oferecido está abaixo do preço praticado nos postos. O uso de aplicativos de transporte não é permitido, deixando o prejuízo com o trabalhador.

Falhas no sistema de metas geram insegurança

A falta de transparência no sistema de avaliação de desempenho, conhecido como Evolui, é alvo de constantes críticas. O Sindicato aponta que o modelo possui alto grau de subjetividade, pois mesmo bancários que batem o Índice de Cumprimento de Metas (ICM) podem ser classificados abaixo do esperado.

metas e faturamento após o fim de serviço do itaú                      Um caso concreto envolve um trabalhador que migrou do setor ‘Empreenda’ para o Emps+. Ele provou, por meio de capturas de tela do simulador interno, que havia atingido o ICM necessário no ano. Contudo, o sistema do banco omitiu metade dos pontos de um trimestre, rebaixando sua nota corporativa.

“Eu não acho justo ter sido avaliado dessa forma. Ele não me trouxe qual foi o meu real resultado de acordo com o banco. A avaliação foi feita com o que eu apresentei para ele, porque o banco não tem esse número. E isso vai registrado como abaixo do esperado, podendo me colocar numa lista de corte nas próximas semanas”, relata o trabalhador afetado.

Sobrecarga severa e liderança

A crise interna se reflete diretamente no cotidiano operacional. Há relatos de agências trabalhando com apenas cinco gerentes ativos de um quadro de oito profissionais, devido a férias e afastamentos médicos. Esse grupo reduzido precisa gerenciar carteiras com mais de 15 mil clientes.

Diante do cenário, os próprios gerentes gerais estão se movimentando para tentar salvar suas equipes ao mesmo tempo em que buscam vagas internas para si próprios. A liderança que deveria amparar os gerentes de base está igualmente desamparada no processo. Outro funcionário confirmou o cenário caótico de gestão. “Os gerentes gerais estão loucos, desesperados até mais do que nós, mas eles são os responsáveis por nós, tecnicamente. Também precisam se realocar com urgência e acabam focando em si próprios, deixando os gerentes de lado”, relata.

fachada do local onde houve o fim de serviço do itaúBanco Itaú nega irregularidades em sistemas de metas mas depoimentos de bancários contradizem versão oficial

O futuro dos funcionários remanescentes

Os dois projetos para os quais as 50 pessoas remanescentes serão destinadas possuem estruturas distintas. O primeiro começa no final deste mês com apenas três funcionários para atuar no atendimento de transbordo da Inteligência Artificial (IA), assumindo os casos que o gerente sintético não resolve

O segundo projeto é uma possível versão digital do segmento Pro, com estimativa de cerca de 50 vagas para 2026. O banco informou que haverá processo seletivo, descartando transferências automáticas. Contudo, o projeto ainda está em fase de estudo e nada foi totalmente confirmado.

Em resposta ao Sindicato, o banco informou que os clientes do Emps+ estão sendo redistribuídos entre as modalidades Pro, Pro-Smart e Emps (autoatendimento digital). Parte deles será atendida por um novo modelo chamado Pro Remota. Gleice Pereira, dirigente sindical e bancária do Itaú, afirma que as justificativas da empresa conflitam diretamente com os depoimentos colhidos.

“Além dos trabalhadores citarem um ambiente de pressão intensa, o que mais chama a atenção é um banco com o tamanho da estrutura do Itaú cometer tantos erros na aferição das metas e manter um sistema tão sujeito à subjetividade. Hoje os trabalhadores não podem confiar na avaliação do gestor tampouco nos números que o sistema apresenta. E quem continua lucrando é o banco.” O Sindicato informou que continuará monitorando a situação e exige transparência nos processos de RH.O Sindicato informou que continuará monitorando a situação e exige transparência nos processos de RH.

Palavras-chave
transparência nos processos de RH.



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