Um casal foi preso preventivamente na quinta-feira (30) em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual contra pessoas surdas atendidas por uma instituição da cidade, localizada a cerca de 200 km de Florianópolis.
Um dos homens investigados era ligado à diretoria da instituição e o outro era companheiro dele, ambos pessoas surdas. Eles passaram por audiência de custódia nesta sexta-feira (1º) e tiveram as prisões mantidas.
A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos, mas não vai divulgar o nome dos investigados para preservar a identidade das vítimas.
Segundo a Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido durante nove anos contra diversas vítimas da instituição. O homem ligado à diretoria da instituição também era professor de libras no local.

Até esta sexta-feira (1º), cinco vítimas foram identificadas e quatro delas foram ouvidas. Segundo o delegado Augusto Brandão, os investigados ofereciam dinheiro para realizar os crimes e intimidavam as vítimas para não serem descobertos.
"Uma vítima não teve coragem de comparecer, uma vez que essas pessoas, os investigados, exerciam intimidação, faziam chantagem emocional contra as vítimas", disse o investigador.
A polícia investiga se outras pessoas foram vítimas. Detalhes sobre os depoimentos dos investigados não foram divulgados, mas, segundo Brandão, um deles confessou os crimes após a oitiva.
"Logo após a gente terminar o depoimento de uma das vítimas aqui, um dos investigados fez uma ligação por vídeo, dizendo que o que ele fez é errado e pedindo desculpas, ou seja, confessava aquilo que ele tinha feito", comentou.Palavras-chave
A polícia investiga





