A cirurgia de Bolsonaro foi realizada na manhã desta sexta-feira (1º), no hospital DF Star, em Brasília, e terminou sem intercorrências, segundo boletim médico divulgado no início da tarde. O ex-presidente segue em observação na unidade de terapia intensiva. De acordo com a equipe médica, o procedimento consistiu em um reparo artroscópico do manguito rotador do ombro direito. A intervenção foi autorizada previamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após análise de laudos médicos que indicavam a necessidade da operação. "No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica”, diz o boletim. As informações são da Agência Brasil.
A equipe responsável pelo acompanhamento inclui especialistas de diferentes áreas, como ortopedia, cirurgia geral e cardiologia, além da direção do hospital.
Cirurgia no ombro foi bem sucedida, aponta boletim médico
Como foi a cirurgia de Bolsonaro no ombro?
A cirurgia de Bolsonaro teve como objetivo corrigir lesões na região do ombro direito, identificadas em exames e relatórios fisioterapêuticos anexados ao processo judicial. O reparo artroscópico é um procedimento minimamente invasivo, realizado com o auxílio de pequenas câmeras e instrumentos cirúrgicos, permitindo recuperação mais controlada e menor tempo de internação em comparação com cirurgias abertas.
Segundo os médicos, não houve complicações durante a operação, o que é considerado um indicativo positivo para o pós-operatório imediato.
Por que a cirurgia precisou de autorização judicial?
Como o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por decisão judicial, qualquer procedimento médico precisa de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal.
A liberação para a cirurgia ocorreu após manifestação favorável do procurador-geral da República, com base nos documentos médicos que apontavam a necessidade do tratamento.
Antes da cirurgia de Bolsonaro, o ex-presidente já havia sido internado no mesmo hospital para tratar um quadro de pneumonia bacteriana. Após a alta, ele passou a cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias, conforme decisão judicial, devido à condição de saúde.

Ex-presidente segue em prisão domiciliar no Condomínio Solar de Brasília, localizado no bairro nobre
Jardim Botânico
Situação jurídica permanece inalterada
Mesmo com a internação, não há mudança na situação jurídica do ex-presidente, que foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à chamada trama golpista. O acompanhamento médico continuará nos próximos dias, com foco no controle da dor e na evolução clínica após o procedimento.
Palavras-chaveevolução clínica após o procedimento.





