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Mar avança e prédios entortam no Brasil: cidade terá R$ 200 mi do BNDES para se salvar até 2030 Infraestrutura

Mar avança e prédios entortam no Brasil: cidade terá R$ 200 mi do BNDES para se salvar até 2030

14-04-2026 há 1 dia

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A  Prefeitura de Santos deu um passo importante no enfrentamento às mudanças climáticas. O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) aprovou
R$ 200 milhões para estruturar um plano de adaptação e resiliência urbana na cidade do litoral paulista, que vem sofrendo com o entortamento de prédios na orla. O  dinheiro, no entanto, não chegará rapidamente. A verba foi aprovada no âmbito do programa BNDES Cidades Resilientes, mas a liberação depende de um longo caminho: formatação técnica dos projetos (estimada em R$ 7 milhões), tramitação local, aval da Câmara Municipal, licenciamento ambiental e debates públicos. A expectativa da administração municipal é que as obras saiam do papel em até quatro ou cinco anos.

Prédios tortos: o desafio que virou símbolo em Santos

Construídos em fundações mais rasas em solo de argila mole (décadas de 1950-1970), os chamados “prédios da tortos” da orla de Santos, com agravo do avanço do mar e das mudanças climáticas, têm suas infraestruturas ameaçadas. Tanto que o tema entrou no pacote de discussões com o BNDES. Atualmente, a Prefeitura acompanha 65 edifícios com desaprumo entre os canais 2 e 6, nos bairros Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida.

As inclinações, que variam entre 1,5° e 2,2°, estão ligadas ao tipo de fundação adotado décadas atrás e às características do solo santista. Não há risco imediato aos moradores, mas também não há garantias de estabilidade a longo prazo.

A  saída pode vir de uma nova modalidade de financiamento. A ideia é que o BNDES permita que o dinheiro chegue aos moradores, com a Prefeitura atuando como “terceiro garantidor”, uma segurança ao banco de que a dívida será quitada.

O modelo é possível. Nos anos 2000, o edifício Núncio Malzoni foi corrigido com sucesso. Os moradores custearam a obra, que consistiu em “erguer” o prédio com macacos hidráulicos e executar uma nova fundação.

O que muda na cidade

Além do reaprumo dos prédios, o plano com o BNDES prevê:

  • Revisão da drenagem urbana, revisitando os canais históricos projetados por Saturnino de Brito;
  • Proteção da orla contra o avanço da maré;
  • Ampliação de superfícies permeáveis;
  • Modernização do Centro de Controle Operacional (CCO) e automação das comportas;
  • Modelagem de risco climático para eventos extremos.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que os investimentos devem reduzir alagamentos, proteger a orla e melhorar a qualidade de vida de mais de 200 mil pessoas.

“Santos é um patrimônio urbanístico do Brasil, é um centro universitário, é uma cidade que tem um porto que é fundamental para a economia do Brasil, absorvendo 25% da carga geral e é um polo turístico que deve ser tratado com toda a diferença”, disse Aloizio durante reunião com Rogério Santos, Paulo Alexandre Barbosa e Fábio Ferraz, prefeito da cidade, deputado federal eleito por Santos e Secretário de Governo do município, respectivamente.

Palavras-chave
Governo do município respectivamente.



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