A LIESF (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis) anunciou, nesta segunda-feira (16), a Consulado como a grande campeã do Carnaval de Florianópolis em 2026. No sábado (14), a escola levou a magia do samba para a Passarela Nego Quirido e conquistou o bicampeonato, chegando em seu 10º título.
Como foi a apuração
A segunda-feira (16) nublada foi se clareando com a aproximação das 16h, horário marcado para o início da apuração que revelou a Consulado como campeã do Carnaval de Florianópolis em 2026.
Por volta das 15h45, os malotes com as notas chegaram na Passarela Nego Quirido em uma viatura da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis).
Malotes chegam na Passarela Nego Quirido
Antes da apuração começar, o locutor pediu um minuto de silêncio pela morte de Gisele Regina dos Passos, filha do fundador e irmã do presidente da Império Vermelho e Branco. Gisele morreu após passar mal quando já estava em cima do carro alegórico na Passarela Nego Quirido na noite de sexta-feira (13). Ao contrário do ano passado, não houve denúncias nem punições às escolas que desfilaram. A fala foi acompanhada de muitos aplausos da arquibancada.
Início da apuração
A apuração começou por volta das 16h10 e a cada “nota 10” a Nego Quirido tremia.
A decisão foi apertada, consagrando os três primeiros lugares com apenas três e dois décimos de diferença.

Notas das escolas de samba de Florianópolis
- Consulado – 269,9
- Embaixada Copa Lord – 269,6
- Império Vermelho e Branco – 269,4
- Acadêmicos do Sul da Ilha – 269,3
- Os Protegidos da Princesa – 268,8
- União da Ilha da Magia – 268,7
- Dascuia – 267,7
- Jardim das Palmeiras – 267,4
- Coloninha – 266,8
- Nação Guarani – 265
Como foi o desfile da Consulado no sábado (14)
A Consulado honrou sua história e celebrou o samba durante o desfile que marcou o júbilo de ouro da escola de samba, fundada em 1976 na Caeira, em Florianópolis.
Com o enredo “Optchá! No caminho para o Eldorado, nosso destino é pandeirar!”, a escola do Saco dos Limões trouxe uma narrativa mística que une a cultura cigana e a resistência do pandeiro, símbolo máximo da cadência brasileira.
Pouco antes da sirene que entoava a largada, alguém anunciou no microfone: “Esse é o desfile mais importante da nossa história”. Neste ano, a escola atravessou o túnel Antonieta de Barros, que liga o Sul da Ilha ao Centro, com o objetivo de se manter como a campeã do Carnaval de Florianópolis.

Adilene Machado andava pelas alas com os braços para cima e gritava “Vamos cantar o samba bem alto!”. A gaúcha faz parte da harmonia e evolução da escola e é um exemplo de que, além dos nascidos e criados na Caeira, há também quem tenha conhecido a Consulado, se apaixonado e decidido ficar.

“Consulado sempre foi vibração, amor e energia, por isso que eu estou passando de ala em ala, pedindo vamos cantar, vamos nos movimentar, porque a nossa escola é amor, é paixão e o cinquentenário vem com tudo aí. Eu não sou desse estado, mas eu me apaixonei e vivo Consulado o ano inteiro, não só no momento do carnaval”, pontua.
Palavras-chaveno momento do carnaval” pontua.





