A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na tarde de segunda-feira (12), o representante da empresa Onda Segura, investigada por envolvimento em um esquema de golpe de aluguel que causou prejuízos milionários e levou à falência de imobiliárias em diversas regiões do país. A prisão ocorreu após a constatação de que a empresa seguia em funcionamento, mesmo após decisão judicial que determinava a suspensão imediata das atividades. A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia da Comarca (DPCo) de Navegantes, responsável pela investigação que já havia resultado na prisão do ex-prefeito de Ilhota, Daniel Christian Bosi, em dezembro de 2025. Ele é apontado como um dos líderes do grupo acusado de estelionato e apropriação indébita por meio de empresas que atuavam como falsas garantidoras de aluguel.

Ex-prefeito de Ilhota e outros operavam por meio de empresas sem registros
Prisão representante Onda Segura: desobediência à Justiça leva CEO à delegacia
De acordo com a Polícia Civil, os mandados de busca e apreensão, prisão preventiva, suspensão de atividade econômica e bloqueio de valores foram cumpridos em 18 de dezembro de 2025. Mesmo cientes da decisão judicial, os investigados mantiveram a empresa Onda Segura em operação, inclusive com divulgação ativa nas redes sociais.
Na segunda-feira (12), os policiais diligenciaram até o local e constataram que a empresa seguia em pleno funcionamento. A pessoa que se apresentou como CEO foi conduzida à delegacia, onde foi lavrado procedimento pelo crime de desobediência. O estabelecimento foi lacrado A investigação aponta que a Onda Segura fazia parte do mesmo grupo empresarial que, sem autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), oferecia garantias de aluguel a inquilinos e imobiliárias, mas não honrava os compromissos assumidos. O esquema teria causado prejuízos superiores a R$ 15 milhões em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso.
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