A quarta-feira (19) começou com movimentação intensa em diversas cidades catarinenses. Logo cedo, equipes do GAECO, do GEFAC e da Polícia Penal saíram às ruas para cumprir mandados da Operação “Intramuros”, ação que investiga uma organização criminosa com atuação simultânea dentro e fora das unidades prisionais do estado. A ofensiva faz parte de um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 3ª Promotoria de Justiça de Curitibanos.
No total, foram expedidos oito mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão, autorizados pela Vara Estadual das Organizações Criminosas. As diligências ocorreram ao mesmo tempo em 13 municípios, incluindo cidades da Grande Florianópolis, como São José e Palhoça, além de Lages, São Joaquim, Videira, Rio do Sul, Laguna, Santa Cecília, Correia Pinto, Balneário Piçarras, Pescaria Brava e São Cristóvão do Sul.
Segundo apuração do portal Agora Floripa, a investigação começou após a Polícia Penal localizar celulares e cartas dentro de unidades prisionais. Esses materiais apontavam conversas e possíveis orientações de crimes enviadas de dentro dos presídios para integrantes que estavam em liberdade. A partir desses indícios, o Ministério Público estruturou linhas de investigação que resultaram na operação desta quarta.
Para colocar a ação nas ruas, foi mobilizado um efetivo expressivo: 104 policiais do GAECO, além de 28 operadores e 7 viaturas. A divisão das equipes levou em conta a complexidade de cada alvo. Somente na Regional de Lages, foram destinados 12 policiais. Outras equipes atuaram em Videira, na unidade de segurança máxima e em diferentes endereços externos. A Polícia Penal também integrou a operação, com cerca de oito agentes trabalhando diretamente nas abordagens, enquanto demais servidores reforçaram procedimentos dentro das unidades prisionais.


A Polícia Científica também participa da força-tarefa, garantindo a preservação da cadeia de custódia e realizando perícias nos materiais apreendidos. Todo o conteúdo reunido agora será analisado pelo GAECO para identificar novos envolvidos e aprofundar o mapeamento da possível rede criminosa.
O nome da operação, “Intramuros”, destaca o foco da investigação: a suspeita de que os principais articuladores das ações criminosas estariam atuando a partir do interior dos presídios, utilizando comparsas em liberdade para executar tarefas e dar continuidade às atividades ilícitas.
A operação segue sob sigilo, e novas informações serão divulgadas conforme autorização judicial. O portal Agora Floripa segue apurando os desdobramentos do caso.
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