A presidente da Comissão de Direitos Humanos no Senado, que esteve no complexo penitenciário destaca superlotação e falhas médicas que poderá receber o ex-presidente Jair Bolsonaro
Após vistoria ao complexo penitenciário da Papuda, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF)demonstrou preocupação com a estrutura que poderá receber o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Damares Alves diz que Papuda oferece risco ao ex-presidente Jair Bolsonaro
A senadora usou a tribuna do Senado para apresentar um relatório elaborado com aspectos detectados por ela e mais três senadores durante a visita. No pronunciamento, a parlamentar afirmou que há riscos para a saúde e segurança de Jair Bolsonaro. A visita feita em parceria com os senadores Izalci Lucas (PL-DF), Márcio Bittar (União-AC) e Eduardo Girão (Novo-CE) foi registrada nesta segunda-feira (17). O grupo fez duras críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal), por não autorizar acesso às celas que poderão abrigar o ex-presidente.
Comitiva parlamentar que visitou prisão onde Jair Bolsonaro pode cumprir pena alertou sobre os riscos à vida do ex-presidente
Uma das reclamações da presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado e dos demais senadores, está na distância entre a penitenciária e o hospital mais próximo. Segundo Damares demoraria cerca de 20 minutos no caso de uma emergência.A parlamentar disse ainda que Jair Bolsonaro ficaria sem assistência médica durante a noite e finais de semana. Damares também disse que nas alas gerais existem detentos em condições graves como tumores expostos, cegueira e diabetes, sem alimentação adequada.
Senadores também criticaram o STF por não autorizar acesso as celas que poderão receber Jair Bolsonaro
“Estamos diante de uma das mais graves violações de direitos de uma pessoa idosa”, declarou a senadora. “Se algo acontecer ao ex-presidente Bolsonaro, o Brasil será exposto a uma vergonha internacional sem precedentes.”
A parlamentar afirmou que o relatório completo será remetido à Mesa Diretora do Senado Federal, às comissões de direitos humanos no Brasil e na América do Sul e à organismos internacionais e veículos de imprensa. Damares também cobrou que seja retomada a discussão do projeto de anistia.
Palavras-chavediscussão do projeto de anistia.





