O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), promoveu a maior operação contra o crime organizado, registrada nas últimas décadas. A Operação Contenção teve efeito imediato em todas as áreas da sociedade.
Enquanto os olhares dos brasileiros se voltaram para o Rio de Janeiro pelo volume de mortos, que já passam de 60, as forças de segurança tentam minimizar os impactos que a ação causou ao longo do dia na vida dos cariocas.
Enquanto policiais batalham contra o crime nas ruas do Rio de Janeiro, políticos protagonizam o embate da falta de respeito aos cariocas – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A mobilização policial pode ter reflexos no Brasil inteiro. Os grupos que se organizam no Rio de Janeiro, se ramificaram, espalhando vertentes por outros estados e potencializando as práticas criminosas em diversas regiões do país.
Operação Contenção e os discursos políticos de oportunismo
Operação A Operação Contenção, busca coibir o avanço do crime na Cidade Maravilhosa, mas também serviu de recado para quem pretende concorrer ao governo em 2026. As reações foram das mais diversas e de todos os lados.
De um lado, grupos políticos ligados ao governo Lula afirmam que a Operação Contenção foi a mais letal e desorganizada já registrada. As críticas partiram de lideranças locais. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PSB), não poupou Castro.
Freixo chamou o governador do Rio de Janeiro de mentiroso ao mencionar que Cláudio Castro não pediu apoio do governo federal. Também afirmou que Castro deixou de investir R$ 170 milhões em segurança pública, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Deputada talíria Petrone (PSOL-RJ) tem direito de fala sobre megaoperação no Rio de Janeiro negada pelo presidente Paulo Bilinski (PL-RJ) e bate-boca é registrado na Comissão de Segurança Pública
Na Comissão de Segurança da Câmara o assunto foi alvo de bate-boca entre parlamentares. A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) elevou o tom contra o presidente do colegiado, após pedir a palavra e o presidente Paulo Bilinski (PL-RJ), negar. Mesmo a deputada estando inscrita para usar o direito de fala.
A parlamentar chamou Bilinski de covarde e moleque pela postura. O deputado riu da deputada e recebeu apoio de colegas de partido. A deputada também reagiu e a discussão seguiu pelos corredores da Câmara.
A discussão na Câmara é o reflexo dos embates que deverão se intensificar por conta da Operação Contenção no Rio de Janeiro. Os desgastes respingaram até mesmo no governo federal, que foi mencionado pelo governador fluminense.
Cláudio Castro teria dito que o governo não atendeu aos pedidos de ajuda. Mais tarde a base governista reagiu. A alegação é que os ofícios encaminhados pelo governo do Rio de Janeiro teriam sido revogados.
As discussões polarizadas diante da megaoperação no Rio de Janeiro envergonham a classe política. Os confrontos não resolvem o problema, gerado nas ruas. Não é hora de apontar culpados, mas unir forças para combater quem faz a população refém e que está presente há décadas no Rio de Janeiro.
Palavras-chave
s no Rio de Janeiro.
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