Uma operação policial de grande escala prendeu, nesta terça-feira (21), um suspeito em Jaraguá do Sul (SC) e cumpriu mandados em outros oito estados do país contra organização criminosa responsável por fraudes e clonagens de cartões de crédito.
A terceira fase da Operação Código Seguro foi deflagrada simultaneamente em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas, Ceará, Maranhão, Bahia e Paraná. Ao todo, foram cumpridas 48 ordens judiciais, incluindo sete mandados de prisão e 15 de busca e apreensão, além da retirada de sites, canais de Telegram e grupos de WhatsApp utilizados pela quadrilha.
O núcleo da investigação está em Mato Grosso, onde a DRCI (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos) identificou o grupo após o uso indevido de credenciais de acesso a sistemas policiais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias de Cuiabá.
Em Jaraguá do Sul, a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem natural da Bahia, residente na cidade há cerca de um ano. Computadores e celulares foram apreendidos em sua casa e passarão por perícia.
Rede criminosa clonava cartões de crédito
As investigações, iniciadas em 2023, revelaram que o grupo começou atuando na manipulação de dados veiculares obtidos de sistemas governamentais restritos. O objetivo era “esquentar” veículos furtados ou roubados, alterando informações de chassis, motores e placas para simular regularidade.
Com o avanço da apuração, a Polícia Civil descobriu que a organização também operava em larga escala no cibercrime, com clonagem de cartões de crédito, comércio de dados sensíveis e o uso de plataformas online para aplicar golpes.
Sites, canais no Telegram e grupos de WhatsApp eram usados para vender informações e coordenar as fraudes. Os investigadores apontam ainda que os criminosos lavavam o dinheiro por meio de apostas esportivas e corretoras de criptomoedas, simulando ganhos legítimos.
Também foram identificadas fraudes contra aplicativos de transporte e empresas de recarga de celular, que utilizavam cartões clonados para adquirir serviços de forma indevida.

Investigação segue em andamento
As autoridades agora analisam o material apreendido para rastrear o fluxo financeiro e identificar outros envolvidos no esquema. O sequestro de bens e valores ultrapassa R$ 5,9 milhões, indicando a dimensão das fraudes cometidas pelo grupo.
Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, as investigações seguem em andamento para aprofundar a identificação dos suspeitos e mapear toda a rede criminosa.
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