Na última terça-feira (30), Verônica Abdalla Sterman tomou posse como ministra do STM (Superior Tribunal Militar), tornando-se a segunda mulher a integrar a mais alta corte da Justiça Militar brasileira. A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), responsável pela indicação da advogada ao cargo.
Verônica Abdalla é Graduada em Direito pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e concluiu uma especialização em Direito Penal Econômico pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Verônica Abdala durante sua posse como ministra – Foto: Reprodução Redes Socias/X
A trajetória de Verônica Sterman até o Superior Tribunal Militar
Verônica também cursou mestrado em Direito Processual Penal na USP (Universidade de São Paulo), embora não tenha finalizado o curso. No campo da advocacia, Sterman construiu carreira sólida. Foi sócia do escritório Abdalla Sterman Advogados entre 2013 e 2025, período em que atuou em processos de grande repercussão nacional.
Entre seus clientes estiveram a parlamentar Gleisi Hoffmann e o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo, absolvidos em ações relacionadas à Operação Lava Jato. Também advogou para o então governador de São Paulo Geraldo Alckmin.
Seu caminho até o tribunal antes da nomeação ao Superior Tribunal Militar, a nova ministra já havia disputado espaço na magistratura. Em 2024, integrou a lista tríplice da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para o cargo de desembargador do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), pelo quinto constitucional.
Apesar do apoio político de Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores, e de Geraldo Alckmin, então vice-presidente da República, o presidente Lula escolheu outro nome para a vaga, o advogado Marcos Moreira de Carvalho.
A oportunidade de integrar o Judiciário veio em 8 de março de 2025, quando Lula anunciou sua indicação para o Superior Tribunal Militar, em data simbólica: o Dia Internacional das Mulheres.
Sabatina e controvérsia sobre a formação da nova ministra do Superior Tribunal Militar
A indicação de Verônica precisou ser aprovada pelo Senado Federal, em processo que envolveu sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Durante a sessão, em agosto, Sterman foi questionada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). Em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que a advogada teria declarado a realização de um mestrado não concluído, o que, segundo ele, colocaria em dúvida o requisito de “reputação ilibada” exigido para o cargo.
Apesar da controvérsia, o nome de Sterman foi aprovado em 13 de agosto por ampla maioria no plenário do Senado: 51 votos favoráveis e 16 contrários.
A posse de Verônica, ocorrida em 30 de setembro, foi acompanhada por ministros, parlamentares e pelo presidente Lula. Verônica Abdalla Sterman passa a ser a segunda mulher a integrar o Superior Tribunal Militar, repetindo um feito inédito alcançado em 2007, quando Maria Elizabeth Rocha foi nomeada para a corte também por indicação de Lula.
Sua chegada ao Superior Tribunal Militar, reforça a presença feminina em um espaço historicamente marcado pela predominância masculina, assumindo mandato vitalício no órgão responsável por julgar questões ligadas à Justiça Militar da União.
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