O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pediu à Justiça a demolição imediata e integral do Complexo da Antiga Rodoviária de Florianópolis, entre as avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz, no Centro.A intervenção foi solicitada pelo promotor Fabrício José Cavalcanti, da 30ª Promotoria de Justiça da Capital. Segundo MP, o requerimento foi protocolado junto à 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, na sexta-feira (8).
O promotor justificou a decisão com base no avançado estado de degradação do prédio, com risco à segurança e à saúde pública, constatado na última vistoria realizada pelo MP, no dia 31 de julho.
Laudos da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros já haviam constatado risco de desabamento e a ausência de um sistema de proteção contra incêndio.
A demolição também era defendia pelo prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), devido à alta diferença de custo das obras: R$ 450,8 mil para demolir contra R$ 5,7 milhões para reformar.
“Hoje é um prédio invadido e, por 50 anos, esse prédio nunca rendeu um centavo para o município. Está na hora de recompor e retomar essa área para o bem de todos”, defendeu.
Relembre a cronologia do impasse na antiga rodoviária de Florianópolis:
- Uma vistoria dos Bombeiros em agosto de 2024 detectou diversas falhas elétricas e estruturais, como infiltrações, rachaduras, ausência de itens de segurança contra incêndios e problemas nos corrimãos e saídas de emergência.
- Em dezembro de 2024, o MPSC determinou a desocupação total do prédio até o dia 10 de dezembro.
- Mesmo após ações judiciais, a ocupação irregular continuou, com relatos de invasões, moradores de rua no local e formação de fogueiras internas que aumentam o risco de incêndio.
- Em julho de 2025, a Justiça bloqueou a possibilidade de demolição, exigindo um estudo técnico sobre o valor histórico, cultural e artístico do prédio antes de qualquer medida. Enquanto isso, foi determinada a implementação de proteção reforçada para evitar invasões, depredações e ocupação irregular.
- No dia 30 de julho, MPSC realizou uma nova vistoria no prédio e encontrou ambiente degradante, insalubre e com risco para quem entra na estrutura ou transita no entorno.


cronologia do impasse





