Referenciado na operação da cidade de Vitória, no Espírito Santo, Florianópolis vai avançar na oferta de transporte marítimo. Quem cuida do assunto é o secretário de Infraestrutura, Rafael Hahne, que está em contato com os técnicos do município capixaba a fim de replicar o modelo na capital catarinense.Lá, por exemplo, a operação tem subsídio do governo do estado. Conforme o prefeito Topázio Neto (PSD), no segundo semestre do ano serão feitos os estudos necessários. Depois disso, mas dificilmente em 2025, o desenho do edital de licitação para concessão do serviço.
Transporte marítimo intermunicipal
Para que o projeto realmente avance, o foco é começar num sistema mais simples, não grandioso, e depois expandir. Topázio explicou que o modelo de Vitória é com o transporte marítimo dentro da cidade, ou seja, sem conexão com outros municípios.
“Isso num primeiro momento, a fim de esperar consolidar em Florianópolis e depois oferecer portas de entrada para São José, Palhoça e outros lugares”, explicou.
Transporte marítimo da Grande Florianópolis deve iniciar com linha entre o bairro Abraão e o Centro – Foto: RICARDO WOLFFENBUTTEL
A primeira linha imaginada seria no limite com São José, na altura do rio Araújo, próximo à pista de skate do Abraão, até o Centro, nas imediações dos clubes de remo, no máximo chegando até o bairro Cacupé.
Posteriormente, avançar com conexões até Santo Antônio de Lisboa, Jurerê e Canasvieiras, no Norte da Ilha.
“Essa seria uma primeira linha, com ida e volta, horários definidos para poder, durante a semana, focar no transporte coletivo e, aos finais de semana, liberar para que também façam o transporte turístico, como passeio de barco”, afirmou Topázio.
Tarifa especial nos fins de semana
Aos sábados e domingos, a ideia é uma tarifa diferenciada para ajudar a custear o sistema. De segunda a sexta, uma tarifa semelhante à dos ônibus.
O prefeito disse que, além de criar o transporte marítimo, é preciso integrá-lo ao coletivo. “Temos que fazer todo sistema, para quando o barco estiver chegando, minutos depois tenha o ônibus passando para fazer a baldeação.”
Entre as lições de casa, é preciso arrumar os trapiches da Capital, porque hoje não existe infraestrutura para o modal. Segundo Topázio, quem vem de São José e quer chegar ao Centro enfrenta congestionamentos com frequência.
“Se tiver essa conexão de barco, pode valer a pena, por exemplo, para quem mora na região de Kobrasol ir de ônibus até ali e depois de barco”, disse Topázio.
Transporte marítimo pode se tornar realidade na Grande Florianópolis – Foto: Leonardo Sousa/Divulgação
Prefeitura ainda está elaborando edital do transporte marítimo
O prefeito frisou que estas são ideias iniciais e que a Secretaria de Infraestrutura vai desenhar o modelo a ser lançado na licitação.
“É preciso testar. E se vier vento sul, como faz? E quando estiver chovendo, vai ter demanda para os barcos? Temos que ver tudo isso. O pessoal de Vitória vai nos ajudar com informações adicionais – taxa de ocupação dos barcos, custo de todo sistema, nível de subsídio, frequência – e vamos estudar aqui.”
Topázio também reiterou que será preciso obter as licenças necessárias e que o modelo será de concessão, com a iniciativa privada tocando o serviço. “Se a gente não começar já, nunca vamos implantar. A vontade política existe, a viabilidade técnica vamos descobrir e comprovar e o parâmetro é o de Vitória.”

Prefeitura ainda está elaborando edital do transporte marítimo





