A cidade de Brusque, no Vale do Itajaí, reduziu em 62,5% a população em situação de rua em 2025. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (23), pela Secretaria de Desenvolvimento Social.
Em janeiro de 2025, havia 131 pessoas em situação de rua cadastradas na cidade. Atualmente, esse número caiu para 49. Segundo o Município, esse é resultado de medidas relacionadas à internação voluntária de pessoas com dependência química e reinserção social.
Como Brusque reduziu em 62% população em situação de rua
Entre as principais frentes está a Abordagem Social Integrada por meio do programa “Brusque: Quem Ama, Cuida”.
Durante as operações, as equipes identificam pessoas em situação de rua e oferecem acolhimento, assistência social e encaminhamentos para serviços de saúde e instituições terapêuticas. As etapas do trabalho incluem:
- Escuta ativa e abordagem nas ruas;
- Encaminhamento para comunidades terapêuticas e clínicas de reabilitação;
- Acompanhamento da evolução dos tratamentos;
- Processo de reintegração social, com suporte familiar e acesso a programas de geração de renda.
“O trabalho não para na abordagem. Seguimos acompanhando cada pessoa, buscando garantir que ela tenha condições de recomeçar, seja por meio de fortalecimento de vínculos familiares, seja pela construção de uma nova trajetória”, destaca o secretário de Desenvolvimento Social, Volnei Montibeller.
Centro POP, albergue e campanha “anti-esmola”
Além das operações nas ruas, o município mantém o funcionamento do Centro POP, com atendimento especializado, emissão de documentos, orientação para acesso a serviços de saúde, educação e inserção no mercado de trabalho.
Já o Albergue Municipal oferece acolhimento noturno, alimentação e suporte básico.
Paralelamente, a prefeitura lidera campanhas de conscientização sobre doações responsáveis, incentivando que a população direcione apoio às instituições que atuam no atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Estamos espalhando placas pela cidade para reforçar que a esmola pode, muitas vezes, perpetuar a situação de rua. Ao contrário, quando a sociedade apoia as entidades que atuam no acolhimento, oferece oportunidades reais de mudança. A rua não é lugar para ninguém”, finaliza Montibeller.

albergue e campanha “anti-esmola





