Imagens de uma discussão acalorada entre pescadores e surfistas na Praia do Rosa, em Imbituba, viralizaram nas redes sociais nesta quarta-feira (11), levando a Prefeitura a se manifestar por meio de nota oficial. O conflito ocorreu no lado sul da praia, tradicionalmente reservado à prática do surfe, e reacendeu o debate sobre o uso compartilhado do espaço durante a temporada da tainha.
Nos vídeos, os grupos trocam gritos e acusações sobre quem teria prioridade na faixa de areia. “Deveriam ir para o Rosa Norte”, dizem moradores aos surfistas, sugerindo que estariam fora da área permitida. Durante o impasse, agentes da Secretaria de Segurança Pública e da Gerência de Agricultura e Pesca foram acionados para conter os ânimos e garantir o cumprimento das normas locais.
A legislação de Imbituba estabelece que o Rosa Norte é exclusivo para o surfe, enquanto o lado sul é destinado à pesca. No entanto, entre os meses de maio e julho, durante a temporada da tainha, a pesca artesanal tem prioridade em todo o litoral catarinense, o que impõe restrições temporárias à prática esportiva. Em dias de mar agitado, quando os pescadores não conseguem operar, há um acordo informal que permitiria a entrada dos surfistas no mar — o que, segundo eles, não foi respeitado neste caso.
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“A Prefeitura Municipal de Imbituba informa que está acompanhando de perto a situação ocorrida na Praia do Rosa, lado Sul, onde houve um conflito entre surfistas e pescadores na manhã desta quarta-feira (11). Ressaltamos que, de acordo com o acordo firmado em 2004 e ratificado em 2018, durante a safra da tainha, o lado Norte da Praia do Rosa está liberado para o surf, enquanto o lado Sul é exclusivo para a pesca, respeitando o que determina a Lei Orgânica do Município nº 1.501 de 1995. O Secretário de Segurança Pública, Trânsito e Fiscalização, Adriano dos Passos, esteve no local, para garantir a segurança e a ordem pública. A Diretoria de Agricultura e Pesca também está acompanhando de perto a situação e buscando dialogar com as partes envolvidas para encontrar soluções pacíficas e respeitosas. Entendemos que a Lei nº 1.501, de 1995, está em vigor, mas reconhecemos a necessidade de atualizar sua redação para melhor contemplar as realidades atuais e os interesses das comunidades de pescadores e esportistas. Esse processo, no entanto, será feito com diálogo, cuidado e a participação de todos os envolvidos, sem imposições. Reforçamos nosso compromisso em mediar o entendimento entre pescadores e surfistas, de forma que os direitos históricos e as práticas culturais de cada grupo sejam respeitados, sempre prezando pelo equilíbrio e pela convivência harmoniosa na região.” Ainda nesta quarta-feira (11), após o ocorrido, pescadores do local capturaram 409 tainhas“.

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