O bispo emérito de Blumenau, Dom Angélico Sândalo Bernardino, morreu na noite desta terça-feira (15) aos 92 anos. A informação foi divulgada pela Arquidiocese de São Paulo, onde o religioso foi bispo auxiliar e morava atualmente.
Em nota, a instituição disse que desde novembro do ano passado Dom Angélico passou por meses de internação e cirurgias no Hospital Santa Catarina, na capital paulista. Por sim, ele estava sob cuidados domiciliares na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Zatt.
“Com profundo pesar, a Diocese de Blumenau comunica o falecimento de Dom Angélico Sândalo Bernardino. Unimo-nos em oração a todos os que partilham deste momento de luto, especialmente aos familiares, amigos e fiéis que caminharam com ele ao longo de sua vida e ministério”, diz comunicado.
Dom Angélico entrou para a história como primeiro bispo da Diocese de Blumenau, desde a sua criação em 2000. Ainda não há detalhes sobre o velório e sepultamento.
Conhecido pelo trabalho a favor dos direitos humanos na periferia da capital paulista, teve a vida retratada em um documentário intitulado “Dom Angélico e o Grito do Povo”, o projeto do Instituto Vladimir Herzog inclui ainda uma plataforma multimídia com a biografia do bispo emérito.
Parceiro de Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Angélico começou a trajetória de evangelização aos 40 anos, na zona leste da cidade de São Paulo. Ao lado do povo, denunciava a violência de Estado, marchava com os trabalhadores, estimulava a comunicação popular e lutava pelo direito à moradia.
Em Santa Catarina, foi nomeado o primeiro bispo diocesano em Blumenau, em 2000, onde viveu por nove anos. Depois, retornou ao interior de São Paulo.

Ainda não há detalhes sobre o velório e sepultamento





