O orçamento dos motoristas, trabalhadores e empresários catarinenses terá um novo fator de pressão no início do próximo ano. O imposto estadual sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha vai subir em Santa Catarina a partir de 1º de fevereiro de 2027.O reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) foi formalizado pelo Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e publicado no Diário Oficial da União.
Imposto dos combustíveis vai subir por decisão nacional que impactará Santa Catarina
Em Santa Catarina, o governo estadual esclareceu que a atualização foi definida de forma unânime e conjunta entre todos os secretários de Fazenda do país.
Como a cobrança do imposto sobre combustíveis opera por alíquota fixa (ad rem) e uniforme em todo o território nacional desde 2023, a mudança afeta os 295 municípios catarinenses exatamente da mesma forma que os demais estados brasileiros.

Alta do petróleo vai atingir em grande impacto o valor do diesel
Maiores altas atingem o diesel e o botijão de gás
A maior variação percentual incide sobre o diesel, combustível fundamental para o transporte público e o escoamento de cargas pelas rodovias de Santa Catarina. A alíquota cobrada sobre o litro do diesel saltará de R$ 1,17 para R$ 1,30, representando um acréscimo de R$ 0,13 (alta de 11,1%).
Na gasolina, o imposto fixo passará dos atuais R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro, o que significa uma elevação de R$ 0,07. Já para o gás de cozinha (GLP), o tributo subirá de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo.
Na prática, essa alteração adicionará R$ 0,91 a mais na cobrança de ICMS incidente sobre cada botijão tradicional de 13 kg comercializado no Estado.

ICMS será R$ 0,91 mais caro nos botijões de gás
Preço da gasolina, diesel e gás de cozinha terá alta do ICMS a partir de fevereiro
A revisão do tributo ocorre anualmente e toma como referência os levantamentos periódicos de preços médios elaborados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
A atualização aprovada para 2027 tomou como base a variação registrada entre fevereiro e setembro de 2026, ciclo impactado pela volatilidade das cotações internacionais do petróleo em função de conflitos no Oriente Médio.
Apesar do aumento na alíquota de imposto, o repasse integral para o consumidor final nos postos catarinenses não é automático ou imediato.
O valor cobrado nas bombas e distribuidoras é composto por múltiplos fatores, dependendo também da política de preços praticada pela Petrobras, dos custos de frete, da mistura de biocombustíveis e das margens de lucro dos distribuidores e revendedores locais.

Efeitos na economia e no frete catarinense
Mesmo com a margem de variação do mercado livre, a elevação do imposto traz reflexos diretos para a economia catarinense. O encarecimento do diesel tende a pressionar os custos operacionais de frotas de transporte rodoviário de cargas, setor estratégico para o agronegócio e a indústria de Santa Catarina, o que pode gerar impacto encadeado no preço final de alimentos e mercadorias nas prateleiras dos supermercados.

Além disso, a alta do gás de cozinha e da gasolina incide diretamente sobre o orçamento das famílias catarinenses e sobre o custo operacional de trabalhadores autônomos, como motoristas de aplicativo e entregadores que dependem do veículo no dia a dia.
Palavras-chavedo veículo no dia a dia.





