A chamada “Operação Alba” é apresentada pelo advogado mexicano Simón Levy, apontado como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um plano político que envolve a atuação de Flávio Bolsonaro em território norte-americano e a estratégia de Washington para a América Latina.Em uma publicação no X (antigo Twitter), Levy afirmou que Flávio chegou aos Estados Unidos e que o senador pretende liderar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a partir do país.A declaração, no entanto, não representa uma confirmação oficial do governo norte-americano sobre a chegada do parlamentar ou sobre a existência de uma operação organizada por Washington.O texto associado à publicação amplia o argumento para além da política brasileira. Segundo Levy, os Estados Unidos estariam intensificando a atuação sobre Venezuela, Cuba e México e aumentando a pressão sobre o Brasil por meio de instrumentos econômicos.
O que é a Operação Alba citada por Simón Levy?
Na publicação, Levy descreve a Operação Alba como um movimento político que teria como um dos objetivos organizar a resistência ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
“Flávio Bolsonaro sai do Brasil e liderará a resistência a partir dos Estados Unidos”, escreveu o advogado. A mensagem também afirma que Washington estaria acelerando sua atuação em países da América Latina e pressionando o Brasil por meio da economia.
O material, porém, não apresenta comprovação independente de que exista uma operação oficial com esse nome conduzida pelo governo Trump. A expressão e a interpretação sobre a estratégia norte-americana são atribuídas a Levy.
Qual é o plano de Trump para o Brasil, segundo o aliado?
No texto, Levy sustenta que a vitória de Lula nas eleições brasileiras não significaria, na avaliação dele, uma perda definitiva de influência da direita no país ou dos interesses norte-americanos na região.
“Lula ganhou o Brasil. Ele não ganhou o continente”, afirma o advogado na publicação.
Levy também diz que Washington teria perdido uma peça importante, mas que não desistiria de ampliar sua influência. A publicação aponta a economia como um possível instrumento de pressão sobre o governo brasileiro, embora não detalhe medidas concretas que seriam adotadas.
Não há, no material apresentado, confirmação oficial de que Trump tenha determinado ações contra o Brasil ou de que o governo norte-americano esteja coordenando a atuação política de Flávio Bolsonaro.
O que a publicação diz sobre Venezuela, Cuba e México?
A análise de Levy relaciona o cenário brasileiro à atuação dos Estados Unidos em outros países latino-americanos. O advogado afirma que Washington estaria intensificando suas ações na Venezuela, em Cuba e no México.
O texto também menciona a oposição venezuelana María Corina Machado e as eleições mexicanas de 2027. Levy associa esses temas a uma disputa mais ampla por influência política no continente.
As afirmações fazem parte da análise publicada pelo próprio advogado e não devem ser interpretadas, por si só, como anúncio oficial da política externa dos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos?
Simón Levy afirmou publicamente que Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos em segurança. A declaração, contudo, precisa ser tratada como uma alegação do advogado até que haja confirmação independente ou manifestação oficial das autoridades envolvidas.
A publicação também afirma que o senador liderará a oposição a Lula a partir do território norte-americano. O texto não apresenta detalhes verificáveis sobre como essa atuação seria organizada nem confirma a existência de um acordo formal com o governo Trump.
O que está em jogo para Marco Rubio?
A publicação de Levy também cita o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, entre os personagens centrais da estratégia que ele descreve para a América Latina.
O material, porém, não apresenta evidências independentes de que Rubio esteja coordenando uma operação envolvendo Flávio Bolsonaro. Qualquer participação do secretário de Estado nesse suposto plano deve ser atribuída às declarações de Levy, sem ser apresentada como fato confirmado.
A chamada Operação Alba, portanto, aparece no texto como a interpretação de um aliado de Trump sobre os próximos movimentos políticos na região, e não como uma iniciativa oficial cuja existência e objetivos tenham sido confirmados pelo governo dos Estados Unidos.
Palavras-chavegoverno dos Estados Unidos.





