Marlei Nunes, de 56 anos, morreu neste domingo (25), dois dias depois de ser baleada pelo marido enquanto segurava um bebê no colo, em Cocal do Sul. A mulher estava internada em estado grave no Hospital São José, em Criciúma, após sofrer uma parada cardiorrespiratória e ser reanimada pelas equipes de socorro. A morte foi confirmada pela delegada Tainá Greselle Carlesso, responsável pela investigação. O suspeito continua foragido.
O crime aconteceu na sexta-feira (23), apenas dois dias depois de Marlei ter sido vítima de outra ocorrência de violência doméstica, envolvendo agressões, ameaças de morte e incêndio. Após atirar contra a mulher, o marido fugiu.
Marlei recebeu atendimento de emergência, precisou de transfusão de sangue e foi transferida para o Hospital São José, em Criciúma, com apoio do Serviço Aeropolicial (SAER). Apesar dos esforços das equipes médicas, ela não resistiu aos ferimentos.
Durante as buscas, o carro utilizado pelo suspeito foi encontrado abandonado em Balneário Esplanada. A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem, que segue sendo procurado. Com a morte de Marlei, o caso, inicialmente investigado como tentativa de feminicídio, passa a ser tratado como feminicídio consumado.
A Secretaria Municipal de Saúde de Cocal do Sul publicou uma nota de pesar, manifestando solidariedade aos familiares e amigos da vítima e reforçando a necessidade de combater a violência contra as mulheres.“Nenhuma mulher deveria perder a vida vítima da violência. Que a memória de Marlei nos lembre da urgência de combater o feminicídio e de construir uma sociedade onde todas as mulheres possam viver com dignidade, liberdade e segurança”, diz a publicação.
A mensagem termina com um apelo: “Por Marlei. Por todas as mulheres. Chega de violência contra a mulher!”.
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