O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) entre homens, evangélicos e eleitores com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, segundo pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (10). Lula, por sua vez, tem vantagem entre as mulheres e os eleitores com renda de até dois salários mínimos.
No cenário de 2º turno, Flávio soma 52,7%, diante de 47,3% de Lula. Votos brancos, nulos e indecisos estão excluídos desta conta. Já nos votos totais da pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Flávio registra 49% das intenções de voto, contra 44% do presidente Lula. Outros 5% afirmam que votariam em branco ou nulo, e 3% não sabem ou não responderam.
Flávio lidera no Sul e no Sudeste; Lula tem vantagem no Nordeste
Na divisão regional, Lula aparece à frente no Nordeste, enquanto Flávio lidera no Sul e no Sudeste. No levantamento, Norte e Centro-Oeste são agrupados em uma única região, na qual o senador também tem vantagem.
Eleitores de candidatos derrotados se dividem entre Flávio e Lula; petista tem maior rejeição
Entre os entrevistados que afirmam ter votado em Augusto Cury (Avante) no 1º turno, 50% dizem que pretendem votar em Flávio no 2º turno, enquanto 29% declaram intenção de votar em Lula.
Entre os eleitores que dizem ter votado em Ronaldo Caiado (PSD), Flávio registra 56% das intenções de voto, diante de 15% de Lula. Já entre os que declaram ter votado em Renan Santos (Missão), os percentuais são de 36% para o senador e 20% para o petista.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Lula tem 49% dos entrevistados que afirmam não votar nele de jeito nenhum. Para Flávio, o índice é de 46%. Outros 5% dizem que poderiam votar no atual presidente, percentual idêntico ao registrado pelo senador.
Pesquisa revela divisão do eleitorado por posicionamento político
O levantamento também perguntou aos entrevistados como se identificam politicamente. Os independentes representam 37% da amostra.
Entre os demais, 33% se identificam com a direita, sendo 23% não bolsonaristas e 10% bolsonaristas. Já 25% se declaram de esquerda, 13% não lulistas e 12% lulistas.
Metodologia da pesquisa Ipespe/Abrapel
O levantamento ouviu 1.500 eleitores por telefone com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 8 de outubro. A margem de erro máxima é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00933/2026.
*Com informações da Folha
Palavras-chave*Com informações da Folha





