A senadora eleita por Santa Catarina Carol de Toni (PL) afirmou que não apoiará um eventual acordo do Partido Liberal para manter Davi Alcolumbre (União-AP) na Presidência do Senado em 2027. Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (6), ela disse que votaria contra o próprio partido caso a legenda fechasse um entendimento para a permanência do atual presidente da Casa.
“Mesmo que o meu partido faça um acordo para manter o presidente Alcolumbre, eu não farei parte desse acordo e votarei contra o meu partido”, afirmou Carol. Alcolumbre ocupa atualmente a Presidência do Senado e tem mandato à frente da Casa até fevereiro de 2027. Ele foi eleito em 2025 com 73 dos 81 votos do Senado.
Carol de Toni cita possível candidatura de Rogério Marinho e pode colocar nome à disposição
Na entrevista, a senadora eleita afirmou que o PL deveria apresentar um nome próprio para disputar o comando do Senado. Segundo Carol, o senador Rogério Marinho (PL-RN) é uma possibilidade para representar o partido.
“Eu acredito que lançaremos o Rogério Marinho”, disse.
Senador Rogério Marinho (PL-RN) é citado por Carol de Toni como melhor nome para presidir a Casa
Carol de Toni também afirmou que colocaria o próprio nome à disposição caso o PL não apresentasse um candidato.
“Eu mesma vou colocar meu nome à disposição porque não compactuo com a ordem de coisas que está acontecendo no nosso país hoje”, declarou.
Impeachment de ministros do STF em pauta
A futura senadora também defendeu que o Senado analise pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, a pauta fez parte da campanha de parlamentares eleitos para a Casa e foi o que os levou à vitória.
“A maior parte dos senadores que se elegeram, se elegeram justamente com essa pauta: moralização e retomada da credibilidade do Poder Judiciário”.
Alexandre Moraes é o principal alvo da nova bancada do PL no Senado
Carol citou especificamente Alexandre de Moraes e afirmou que, diante de investigações relacionadas ao caso Banco Master, deveria haver um procedimento para apurar a conduta do ministro.
A declaração ocorre em meio à discussão sobre a nova composição do Senado e à pressão de setores do PL pela abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.
Críticas a Alcolumbre
Ao explicar a decisão de não apoiar uma eventual recondução de Alcolumbre, Carol de Toni citou uma declaração atribuída ao atual presidente do Senado sobre pedidos de impeachment de ministros do Supremo.
Presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Em agosto, ele declarou que não iria pautar o pedido de impeachment sobre Moraes ainda que a oposição conseguisse alcançar o número de assinaturas necessárias e que não aceitava intimidações.
“Logo, ele não está a serviço da lei, da Constituição e da vontade soberana do povo brasileiro”, criticou Carol de Toni.
Durante a entrevista, Carol mencionou ainda uma suposta tentativa de delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, na qual, segundo ela, Alcolumbre teria sido citado sobre o recebimento de US$ 30 milhões em uma conta no exterior.
A acusação, porém, é contestada por Alcolumbre. Ele negou irregularidades e chamou a informação de “sensacionalismo barato”.
Flávio Bolsonaro e a composição do governo
Carol de Toni também falou sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro assumir a Presidência da República e defendeu que um eventual governo seja formado prioritariamente por nomes técnicos.
A senadora eleita afirmou que espera um governo com “notáveis” e citou Adolfo Sachsida e Dani Marques como nomes que poderiam contribuir na área econômica de um futuro governo. Carol também defendeu uma reforma tributária que, segundo ela, reduza o peso do Estado sobre os cidadãos e afirmou que o próximo governo precisaria promover um “choque de gestão econômica”.
Palavras-chavepromover um “choque de gestão econômica”.





