O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), tem sido pressionado por uma ala da Corte a estender as investigações do caso Banco Master à conduta dos magistrados Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
Toffoli deixou a relatoria do caso no Supremo após serem descobertas mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, que o mencionavam. Nos últimos dias, as suspeitas levantadas contra o ministro Nunes Marques levaram integrantes da Corte a defender uma apuração mais rigorosa e ampla, para além das condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Durante a sessão do Supremo que analisaria a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por uma suposta relação entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro Flávio Dino presumiu que a situação no STF poderia piorar. Na ocasião, o decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, levantou uma questão de ordem sobre incluir, no mesmo julgamento de Moraes, uma apuração da conduta de André Mendonça nas investigações do Master. Dino, então, afirmou que o rito da sessão deveria ser definido com cuidado, porque “poderia ser preciso abrir novas investigações sobre outros integrantes do tribunal”.
De acordo com interlocutores ligados ao caso, esta fala do ministro Flávio Dino anunciava que quase metade do Supremo Tribunal Federal teria sido, de alguma forma, citada nas conversas de Daniel Vorcaro.
Gabinetes do STF analisam mensagens extraídas de celular de Vorcaro, do Master, apreendido pela PF
Na semana passada, os ministros André Mendonça e Luiz Fux repetiram a solicitação de Cristiano Zanin e Gilmar Mendes e pediram à PF (Polícia Federal) o acesso à íntegra do conteúdo de um dos celulares apreendidos do ex-banqueiro.
Sessão plenária extraordinária do STF que pautaria abertura de investigação contra Moraes.
Ainda não se sabe, no entanto, se podem surgir novas menções a ministros da Corte. Enquanto Edson Fachin não sinaliza se pretende ampliar as apurações a Toffoli e Nunes Marques, Flávio Dino não demonstra previsão para devolução do pedido de vista realizado por ele durante a sessão sobre Moraes.
Internamente, a mesma ala da Suprema Corte que defende estender as investigações do caso Master quer deixar o debate do caso para depois das eleições de outubro, buscando não envolver as campanhas eleitorais com a crise.
O pedido de vista feito por Dino, utilizado como direito de um magistrado para solicitar mais tempo para analisar os autos do processo antes de dar seu voto definitivo, pode ser definido apenas no ano que vem, pois o prazo para devolução do processo é de até 90 dias e acabaria no início do recesso de dezembro.
Palavras-chavee acabaria no início do recesso de dezembro





