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Chutes e bala de borracha: prisão de suplente de Décio Lima levanta questionamentos sobre truculência da PM em SC Segurança

Chutes e bala de borracha: prisão de suplente de Décio Lima levanta questionamentos sobre truculência da PM em SC

13-09-2026 há 23 horas

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Uma reclamação de barulho terminou com três pessoas na delegacia e denúncias de violência policial durante um evento político em Jaraguá do Sul. Entre os detidos na noite deste sábado (12) estava a advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente de Décio Lima (PT) na disputa pelo Senado.Uma reclamação de barulho terminou com três pessoas na delegacia e denúncias de violência policial durante um evento político em Jaraguá do Sul. Entre os detidos na noite deste sábado (12) estava a advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente de Décio Lima (PT) na disputa pelo Senado. Quem estava no encontro acusa os policiais de truculência. Segundo os relatos encaminhados à coluna, Fernanda tentou acompanhar a abordagem de um homem na condição de advogada e acabou derrubada, atingida por chutes e disparos de bala de borracha. Depois de ser liberada, precisou de atendimento médico. A PM apresenta outra versão. Diz que foi chamada por uma moradora que, além do som alto, denunciou uma ameaça. Conforme a nota da corporação, o barulho havia provocado intensa agitação no filho dela, que tem transtorno do espectro autista. Os policiais afirmam que o homem indicado resistiu à abordagem e ofendeu a equipe. Relatam também que duas mulheres interferiram fisicamente na condução e que uma policial ficou ferida na mão. A reclamação da moradora merecia atendimento, evidentemente. Ninguém é obrigado a suportar som alto ou ameaça por conta de um evento de campanha na vizinhança. A polícia tinha de ir ao local e resolver o problema. O problema é como isso foi feito. Falar com firmeza, dar uma ordem e agir quando necessário fazem parte do trabalho policial. Tentar acalmar os ânimos também. Resta saber se houve espaço para o diálogo. Ao que parece nos vídeos, não houve. A alegação de resistência, por si só, não explica a sequência truculenta que se seguiu na abordagem.

Corregedoria-Geral vai investigar agressão e prisão de Fernanda Klitzke em Jaraguá do Sul

O vídeo encaminhado à coluna mostra Fernanda sendo contida no chão, mas não registra tudo o que aconteceu antes da confusão. É justamente por isso que imagens, depoimentos e registros médicos precisam ser confrontados numa apuração séria.

No caso de Fernanda, ainda tem uma pergunta importante: ela foi impedida de atuar como advogada ou tentou impedir o trabalho dos policiais como relata a PM? São situações diferentes.

A corporação anunciou que a Corregedoria-Geral vai investigar o episódio. É o mínimo esperado. 

Outro questionamento sobre a atuação das forças de segurança durante campanha eleitoral

Outro questionamento envolvendo a campanha eleitoral já havia sido registrado: a retirada de windbanners do candidato a deputado estadual e vereador da Capital, Leonel Camasão (PSOL), pela Polícia Militar Rodoviária. A justificativa é que estavam atrapalhando a visibilidade dos motoristas. Mas existem outros relatos de materiais de candidatos aliados do governador, que são mantidos nos acostamentos e rotatórias, inclusive depois das 22h (o que é proibido pela legislação eleitoral), sem a mesma intervenção ou ativismo por parte das forças de segurança. 

Os episódios são diferentes, mas a cobrança por tratamento igual é a mesma. Se há risco à segurança, o critério de fiscalização precisa valer para qualquer candidato. As denúncias de seletividade também merecem uma resposta objetiva da corporação.

Não há, por enquanto, comprovação de motivação política na ocorrência de Jaraguá do Sul. O que tem são denúncias graves sobre o uso da força, e que precisam ser esclarecidas. E cobrar isso não é ser contra a polícia. É apenas exigir que ela resolva o problema para o qual foi chamada sem cometer outros ainda mais graves.

Palavras-chave
cometer outros ainda mais graves. ​



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