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STF forma maioria para manter afastamento do diretor da PF; Gilmar Mendes pede vista Justiça

STF forma maioria para manter afastamento do diretor da PF; Gilmar Mendes pede vista

08-09-2026 há 1 dia

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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam integralmente o entendimento do relator, André Mendonça.

O julgamento, no entanto, foi suspenso após o ministro Gilmar Mendes pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. O afastamento de Andrei Rodrigues continua valendo imediatamente, mesmo com a interrupção da análise. Ainda falta o voto do ministro Dias Toffoli.

Como a Segunda Turma é formada por cinco ministros, os votos de Mendonça, Nunes Marques e Fux já representam maioria para manter a decisão que determinou o afastamento.

Mendonça afasta Andrei Rodrigues da direção da PF
                                                         O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Andrei Rodrigues foi citado em mensagens de Vorcaro

O afastamento de Andrei Rodrigues ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O diretor-geral da Polícia Federal foi citado em uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

Na conversa, Vorcaro questiona Moraes sobre a possibilidade de reverter as investigações envolvendo a instituição financeira junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues.

A mensagem foi enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez.

“Não conseguimos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”, escreveu o banqueiro a Moraes.

A menção ao diretor-geral da PF passou a integrar o contexto das decisões tomadas por André Mendonça, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da corporação, delegado Leandro Almada da Costa.

Na decisão, Mendonça também citou a existência de ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026. Segundo o ministro, ele próprio teria sido alvo de monitoramento considerado ilícito por integrantes da Polícia Federal por mais de 30 dias.

Durante a decisão de afastar Andrei nesta terça (8), Mendonça justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.

Ainda segundo o documento, o próprio ministro teria sido alvo de monitoramento considerado ilícito por parte de integrantes da Polícia Federal durante mais de 30 dias.

Mendonça também determinou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou a atividade de polícia judiciária.

A medida permanece em vigor enquanto o STF não concluir a análise do caso.

Palavras-chave
não concluir a análise do caso.



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