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Alexandre de Moraes não pensa em renunciar, dizem fontes: ‘Ele não é do tipo que larga’ Justiça

Alexandre de Moraes não pensa em renunciar, dizem fontes: ‘Ele não é do tipo que larga’

01-09-2026 há 18 horas

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Mesmo com o aumento da pressão pública e política, os pedidos de impeachment no Senado e o desgaste em torno do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes não trabalha com a hipótese de deixar o cargo. Fontes ligadas ao gabinete do ministro disseram a reportagem nesta terça-feira (1) que Moraes não pensa em renunciar. Uma delas resumiu a postura dele com uma frase: “ele não é do tipo que larga”. O ministro já foi alvo de pelo menos 66 pedidos de impeachment apresentados ao Senado ao longo dos últimos anos. A lista reúne desde representações antigas, que acabaram arquivadas, até novos pedidos protocolados. Além disso, juristas ligados ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) receberam com expectativa e entusiasmo a possibilidade de avanço de um processo de impeachment contra o ministro, segundo fontes ouvidas pela reportagem.

Novos pedidos de impeachment contra Moraes podem surgir no Senado

Em 2026, seis pedidos de impeachment contra Moraes foram apresentados. Qualquer cidadão pode protocolar uma solicitação no Senado, não é necessário ser deputado ou senador. 

Apenas um dos pedidos deste ano tem autoria parlamentar. A petição foi apresentada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), junto com outros 32 deputados.

Alexandre de Moraes já foi alvo de pelo menos 66 pedidos de impeachment apresentados ao Senado ao longo dos últimos anosFoto: Gustavo Moreno/STFAlexandre de Moraes já foi alvo de pelo menos 66 pedidos de impeachment apresentados ao Senado ao longo dos últimos anos

O número pode aumentar após a quebra de sigilo, nesta terça, de conversas envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro. 

O senador Carlos Viana (PSB-MG) já afirmou que pretende apresentar um novo pedido de impeachment.

Pressão contra Moraes cresceu nos últimos anos

A ofensiva contra o ministro do STF não começou agora, mas ganhou força principalmente nos últimos anos.

O recorde ocorreu em 2025, quando foram registrados 20 pedidos de impeachment em apenas um ano, período marcado pelo julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Antes disso, foram cinco pedidos em 2019, 12 em 2020 e 13 em 2021. Depois, houve uma queda: cinco em 2022, quatro em 2023 e apenas um em 2024.

Como funciona um impeachment contra ministro do STF

O impeachment de ministro do Supremo segue regras específicas. Pela Constituição Federal, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade. 

A Lei do Impeachment prevê hipóteses como atuação político-partidária, conduta incompatível com a função ou julgamento de casos em que exista suspeição prevista em lei.

Pela Constituição Federal, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidadeFoto: STF/Divulgação

Pela Constituição Federal, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade

O protocolo de um pedido, porém, não significa abertura automática de processo. A solicitação passa por uma análise interna do Senado antes de qualquer decisão sobre sua tramitação. 

Até hoje, nenhum ministro do Supremo sofreu impeachment aprovado pelo Senado.

Pedidos contra Moraes têm destinos diferentes

Dos 66 pedidos apresentados contra Alexandre de Moraes, parte já foi arquivada ou rejeitada. Outros permanecem em diferentes etapas dentro do Senado.

Ao menos 17 foram arquivados ou indeferidos. Outros 21 aguardam despacho, enquanto 27 estão sob análise da Advocacia do Senado.

Entre os pedidos mais conhecidos está o apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, após a abertura de uma investigação determinada por Moraes. A solicitação, porém, não avançou e foi arquivada pela Mesa Diretora do Senado.

Palavras-chave
pela Mesa Diretora do Senado



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