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O ‘dízimo do crime’: como facção criminosa atuava em nove cidades de SC Segurança

O ‘dízimo do crime’: como facção criminosa atuava em nove cidades de SC

04-08-2026 há 7 horas

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A segunda fase da Operação “Desmos” foi deflagrada na manhã desta terça-feira (4) pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital. A operação tem como alvo uma estrutura responsável pelo financiamento e manutenção das atividades de uma facção criminosa com atuação nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em nove municípios do Estado. As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, foram cumpridas em Chapecó, Catanduvas, Xaxim, Herval d’Oeste, Piratuba, Joinville, Xanxerê, Caxambu do Sul e Nova Erechim. Os investigados são suspeitos de integrar a estrutura financeira e operacional da facção criminosa.Durante a operação, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Investigação aponta rede responsável por arrecadar recursos para manter atividades de facção criminosaFoto: Divulgação/GAECO/ND Mais               Investigação aponta rede responsável por arrecadar recursos para manter atividades de facção criminosa

Operação investiga financiamento de facção criminosa

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a investigação é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e identificou indícios da existência de uma rede organizada para arrecadar e movimentar recursos destinados ao financiamento da facção. De acordo com as apurações, integrantes recolhiam valores conhecidos como “dízimos” em diversos municípios catarinenses. O dinheiro seria utilizado para custear atividades ilícitas, como o tráfico de drogas, a compra de armamentos e a manutenção da estrutura da organização criminosa.

Os investigadores também apontam que havia uma divisão de funções entre os suspeitos, envolvendo arrecadação de recursos, movimentação financeira e coordenação de atividades criminosas.

Conforme o MPSC, os fatos investigados podem configurar, em tese, os crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Operação também autorizou quebra de sigilo de aparelhos

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos durante a ação.

Investigação é desdobramento da Operação Sodalitas Finis e apura lavagem de dinheiro e tráfico de drogasFoto: Divulgação/GAECO/ND Mais                Investigação é desdobramento da Operação Sodalitas Finis e apura lavagem de dinheiro e tráfico de drogas

Os materiais recolhidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. Após a análise técnica, as informações serão utilizadas no andamento das investigações conduzidas pelo GAECO e pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital. 

O que significa o nome da Operação “Desmos”

Segundo o Ministério Público, o nome Desmos tem origem na língua grega e significa “elo”, “vínculo” ou “conexão”.

A denominação faz referência aos laços identificados entre os integrantes da organização criminosa e à rede de conexões utilizada para viabilizar e sustentar as atividades ilícitas. O objetivo da operação é justamente identificar e romper esses vínculos, enfraquecendo a estrutura financeira e operacional da facção.

Investigação segue sob sigilo

O Ministério Público informou que a investigação permanece sob sigilo. Novas informações deverão ser divulgadas somente após eventual autorização judicial para publicidade dos autos.

Palavras-chave
judicial para publicidade dos autos



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