Um tesouro histórico e religioso voltou a aparecer na Catedral Metropolitana Nossa Senhora do Desterro, em Florianópolis. Durante a restauração do arco do santuário, quatro imagens de santas que estavam escondidas sob camadas de tinta desde a década de 1970 foram recuperadas e reveladas ao público. As pinturas, realizadas entre 1938 e 1939, representam Santa Inês, Santa Bárbara, Santa Margarida Maria de Alacoque e Santa Catarina de Alexandria e fazem parte de um conjunto artístico criado para o templo por ocasião do 1º Congresso Eucarístico Estadual, realizado em 1939.

Pinturas estavam escondidas desde reforma da década de 1970
Em 1975, durante uma reforma que alterou a pintura interna da Catedral, o painel acabou coberto por novas camadas de tinta. Na época, as imagens apresentavam sinais de deterioração e a decisão foi deixar o espaço com uma aparência mais clara e uniforme.

A recuperação começou a ser planejada anos depois
Entre 2005 e 2007, parte da pintura central do arco-cruzeiro foi restaurada, mas os detalhes laterais permaneceram aguardando um trabalho definitivo, concluído apenas em 2025 pela arquiteta e restauradora Márcia Regina Escorteganha, nas obras de restauração do arco.
“Cada santa revelada conta uma parte da história da Catedral, a devoção da comunidade, a memória dos religiosos e a identidade de Santa Catarina”, relata a Catedral Metropolitana de Florianópolis.

Arco-cruzeiro na década de 1960 na Catedral de Florianópolis
Quatro santas carregam histórias ligadas à Catedral de Florianópolis
- Santa Catarina de Alexandria:

Padroeira do Estado de Santa Catarina e copadroeira da Catedral Metropolitana, Santa Catarina aparece representada com a palma do martírio e a roda com pontas, símbolo do instrumento de tortura ao qual foi condenada antes de sua morte.
Sua imagem estava relacionada à antiga Pia União das Filhas de Maria, associação formada por jovens solteiras da paróquia, reforçando a ligação da pintura com os grupos religiosos que participavam da vida da Catedral.
Você sabia?
As pinturas do arco do santuário foram inauguradas em 30 de abril de 1939, durante o 1º Congresso Eucarístico Estadual, evento que marcou as celebrações pelos 25 anos da sagração episcopal de Dom Joaquim Domingues de Oliveira.
Domingues de Oliveira.





