A ofensiva dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino na direção do PL não é coincidência. É estratégia. Alexandre, o pequeno, quer alcançar o presidenciável Flávio Bolsonaro, querendo caracterizar propaganda eleitoral antecipada pela divulgação de uma carta do pai, Jair, dirigida a ele, deixando claro que é o único porta-voz do ex-presidente. O objetivo, nos bastidores de Brasília, é voz corrente: tornar Flávio Bolsonaro inelegível. Tirá-lo da disputa sucessória presidencial. Mais um capítulo da perseguição patológica à família Bolsonaro. Já condenou Jair por um golpe de Estado inexistente, sem motivação real e efetiva. Condenou Eduardo, o 03, que está nos Estados Unidos, por supostamente ter desencadeado uma ofensiva contra autoridades brasileiras. Surreal. E com detalhe: Alexandre se coloca como vítima do mesmo processo em que atua como relator, promotor, xerife, delegado, investigador e juiz. Tudo ao mesmo tempo. Uma criatividade impressionante para uma figura só.
Dino mira Valdemar
Já Flávio Dino, o insignificante, tem outro alvo: Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL. A intenção é desestabilizar a sigla, retirar do Congresso o controle das emendas parlamentares e devolver esses recursos ao governo que ele ainda representa dentro da toga.
Sem freio, sem limite
O que chama atenção é que os dois atuam com autonomia ilimitada porque simplesmente não são contidos. Nem pelos pares, nem pelo Congresso, especialmente o Senado, que aprova a chegada de ministros ao Supremo mas não diz nada depois. Porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mais sujo do que pau de galinheiro, deve tudo ao Supremo, sem o qual processos seriam abertos contra ele. E nem os pedidos de impeachment avançam para sinalizar que eles não podem tudo.
Pesquisas de encomenda
E aí entram as pesquisas de opinião, manipuladas em sua esmagadora maioria, dando que Lula da Silva retomou a aprovação do governo. Desde dezembro de 2024 a desaprovação era maior do que a aprovação, mas agora as curvas teriam se cruzado. Nem a velhinha de Taubaté acredita nessa conversa. Esse conto da carochinha prevalece nos principais veículos de comunicação do país, abastecidos de publicidade oficial bilionária. Está tudo certo. Está tudo comprado.
Redes sociais no alvo
E ainda querem censurar as redes sociais, único espaço genuinamente democrático, porque não controlado inteiramente pelas verbas oficiais. A internet é ampla demais. É muito mais difícil controlar do que pegar sete ou oito grandes veículos e dominá-los à base do dinheiro público. Mas a tentativa está em curso.
O rolo compressor de 22 pode voltar
Estamos na iminência das convenções homologatórias e, a partir do dia 16 de agosto, da campanha propriamente dita. E tudo indica que o rolo compressor de 2022 poderá se repetir em 2026. Alexandre de Moraes não está mais à frente da Justiça Eleitoral, é verdade. Mas ele, Gilmar Mendes e Dino pretendem abafar o comando da Justiça Eleitoral, trazendo para o Supremo a última palavra. Com a postura já conhecida de uma atuação tendenciosa, parcial, capciosa e vergonhosa.
Fonte - Coluna do PRISCO
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