MENU



Empresa alvo de operação contra esquema milionário de lavagem de dinheiro desenvolve sistemas para gestão pública em Blumenau Segurança

Empresa alvo de operação contra esquema milionário de lavagem de dinheiro desenvolve sistemas para gestão pública em Blumenau

09-07-2026 há 3 horas

Publicidade

A Pública Tecnologia, empresa de Blumenau, no Vale do Itajaí, que foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã de quinta-feira (9), é especialista em desenvolvimento de sistemas para gestão pública. A investigação envolve uma organização criminosa volta à fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro. A reportagem manteve contato com a  empresa e acompanhou a ação da Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas). Segundo a equipe, a operação estava em andamento. Os funcionários que estavam chegando à empresa para trabalhar precisaram se retirar por conta da operação. A empresa Pública Tecnologia atende mais de 100 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Paraná e Santa Catarina. A reportagem entrou em contato com a empresa, mas não recebeu um retorno até a publicação da matéria.

O espaço segue aberto para pronunciamento da empresa.

Empresa é especialista no desenvolvimento de softwares para gestão pública.Foto: Paôla Dahlke/NDTV                            Empresa é especialista no desenvolvimento de softwares para gestão pública.

Empresa de Blumenau alvo de operação é suspeita de participar de esquema milionário

A operação investigou um período entre 2022 e 2026, sendo identificadas centenas de movimentações bancárias incompatíveis com a atividade empresarial regular, somando milhões de reais. 

Foram cumpridos 17 mandados de prisão nas cidades de Blumenau, sede da empresa investigada, Rio do Sul, Lages, Penha, Balneário Camboriú, Canoinhas e Irani, todos endereços dos alvos.

A megaoperação “Gaiola Digital” foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) e o GEAC (Grupo Especial Anticorrupção).

Como funcionava o método de fraudes?

De acordo com MPSC, o método consistiria na aproximação prévia de agentes públicos, na elaboração ou influência sobre editais, na inserção de cláusulas restritivas à competitividade e no uso de critérios técnicos moldados para favorecer uma empresa previamente escolhida, além do pagamento de vantagens indevidas para a obtenção, manutenção e renovação de contratos públicos.

As investigações apontam que o esquema teria estrutura organizada, com divisão de tarefas entre núcleos responsáveis pela articulação com agentes públicos, pela elaboração de documentos técnicos, pela operacionalização de pagamentos indevidos e pela movimentação financeira voltada à ocultação da origem e do destino dos recursos.

Também foram identificados indícios de lavagem de dinheiro por meio de saques fracionados e de operações financeiras destinadas à formação de um caixa clandestino usados no pagamento de propinas.

Somente no período investigado, entre 2022 e 2026, foram identificadas centenas de movimentações bancárias incompatíveis com a atividade empresarial regular, somando milhões de reais.

Os mandados de busca e apreensão têm como objetivo coletar e preservar provas, incluindo documentos, equipamentos eletrônicos, registros digitais e outros elementos relevantes.

Operação “Gaiola Digital”

O nome “Gaiola Digital” faz referência ao ambiente tecnológico utilizado como instrumento para a perpetuação do esquema investigado, que, segundo apurado, teria capturado e restringido a livre concorrência em processos licitatórios voltados à contratação de sistemas informatizados para a administração pública.

Palavras-chave
para a administração pública.



logo

Siga no
Instagram


@Imbituba News Oficial

Seguir

Inscreva-se
no Grupo de
WhatsApp

ENTRAR NO GRUPO