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Empresário é preso por suspeita de fraude milionária envolvendo shows e prefeituras em SC Polícia

Empresário é preso por suspeita de fraude milionária envolvendo shows e prefeituras em SC

07-07-2026 há 1 dia

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O empresário José Clemir Spinelli, conhecido como “Peixinho”, proprietário da Spinelli Produções, foi preso em Itapema na Operação Pão e Circo, deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A informação sobre a investigação envolvendo o empresário foi apurada pelo jornalista Nader Khalil, apresentador do Cidade Alerta SC, da NDTV RECORD. De acordo com a apuração, Spinelli é apontado como um dos nomes investigados no suposto esquema que envolve empresários do setor de eventos e possíveis irregularidades em contratações públicas de shows.

José Clemir Spinelli, conhecido como “Peixinho”, foi preso em Itapema durante operação que apura suposto cartel em licitações de showsFoto: Redes Sociais/Reprodução/ND Mais

José Clemir Spinelli, conhecido como “Peixinho”, foi preso em Itapema durante operação que apura suposto cartel em licitações de shows

O que a megaoperação investiga em SC

A operação apura a suspeita de um esquema envolvendo empresários do setor de eventos, com possível formação de cartel, fraudes em licitações para contratação de shows e supostas irregularidades na negociação de apresentações de artistas de renome nacional por municípios catarinenses. Segundo informações do MPSC, o grupo investigado teria estruturado uma forma de atuação para restringir a concorrência, manipular preços e dominar contratos públicos relacionados a eventos. Entre as suspeitas estão a utilização de orçamentos simulados e combinações prévias envolvendo processos licitatórios.Conforme a apuração, Spinelli seria apontado como um dos empresários com atuação no setor de eventos investigados. O empresário, por meio de empresas ligadas à produção de shows, teria participado de negociações relacionadas a contratações públicas que estão sob análise dos órgãos de investigação.

Operação apura a suspeita de um esquema envolvendo empresários do setor de eventosFoto: Divulgação/MPSC/ND Mais                               Operação apura a suspeita de um esquema envolvendo empresários do setor de eventos

50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos

A Operação “Pão e Circo” cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios, sendo 18 em Santa Catarina e um no Rio Grande do Sul, além de um mandado de prisão preventiva contra um empresário. As diligências ocorreram em residências, empresas e órgãos públicos. Entre os municípios catarinenses onde houve cumprimento de mandados estão Itapema, Bombinhas, Porto Belo, Brusque, Canoinhas, Indaial, Mafra, Palhoça, São Bento do Sul, entre outros. Em Porto Belo, a prefeitura informou que equipes do Gaeco estiveram no setor de licitações e na residência do prefeito Joel Lucinda, onde foram recolhidos um celular e R$ 58 mil em dinheiro, valor que, segundo a administração municipal, está declarado no Imposto de Renda.

Em Bombinhas, a prefeitura também confirmou que recebeu equipes do Gaeco durante diligências realizadas no município e afirmou ter colaborado com os procedimentos. O ex-prefeito Paulinho também foi um dos alvos.

Investigação também apura propina e lavagem de dinheiroFoto: MPSC/Divulgação/ND Mais                                      Investigação também apura propina e lavagem de dinheiro

Investigação também apura propina e lavagem de dinheiro

Além das suspeitas relacionadas às licitações e contratações de eventos, o MPSC informou que a investigação apura possíveis pagamentos e recebimentos de propina envolvendo empresários e agentes públicos, além de lavagem de dinheiro para ocultar valores obtidos com as supostas irregularidades.A Justiça determinou ainda a indisponibilidade de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores de investigados, além de medidas cautelares como afastamento de funções, restrições para contratação com o poder público e proibição de contato entre investigados e testemunhas.

O Ministério Público informou que o caso tramita sob sigilo. Os materiais apreendidos durante a operação serão encaminhados para análise pericial e devem auxiliar na continuidade das investigações.

A reportagem tenta contato com a defesa do empresário, mas não obetev retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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O espaço segue aberto. ​ ​



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