O Brasil venceu o Haiti por 3 a 0 na noite desta sexta-feira, dia 19, diante de 68.324 torcedores no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, e assumiu a liderança do Grupo C da Copa do Mundo de 2026 pelo saldo de gols. Matheus Cunha marcou aos 23 e aos 36 minutos, enquanto Vinícius Júnior fechou o placar aos 48 minutos, todos ainda no primeiro tempo.
Após a partida, o técnico Carlo Ancelotti aprovou a atuação da equipe e destacou a evolução em relação ao empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia. Segundo o treinador, o Brasil cometeu menos erros, apresentou maior controle defensivo e ainda pode crescer ao longo da fase de grupos. “Era o que esperava, melhorar a qualidade, menos erros, atrás mais controle, a nível defensivo foi um bom jogo. Melhoramos, vamos melhorar no próximo jogo. Temos que aproveitar essa fase de grupos para começar bem o mata-mata”, afirmou.
O italiano também explicou a utilização de Vinícius Júnior mais centralizado, avaliando que o atacante se torna ainda mais perigoso atacando os espaços pelo meio, com Douglas Santos dando amplitude pelo lado esquerdo. “Colocamos Vini por dentro, deixando Douglas Santos por fora, que fez muito bem. Vini é perigoso não só no um contra um. Atacando em profundidade pelo meio de campo é mais perigoso. Ele pode mudar a posição e os outros podem se adaptar”, explicou.
Ancelotti reconheceu uma queda de intensidade no segundo tempo, mas considerou natural administrar esforços em uma competição longa. O Brasil ainda criou oportunidades para ampliar a vantagem, acertando a trave com Martinelli e levando perigo em contra-ataques. “Mudou um pouco o sistema, chegaram mais comparando com a primeira parte, também tivemos oportunidade de contra-ataque, marcamos com Endrick, um na trave com Martinelli, então se podia jogar melhor sim, com mais intensidade, mas creio que é um momento dessa Copa que às vezes tem que pensar também nos outros jogos”, analisou.
Duas mudanças no time titular:
Para a partida, o treinador promoveu duas mudanças na equipe titular em relação à estreia. Danilo assumiu a lateral direita na vaga de Ibañez, enquanto Matheus Cunha entrou no ataque no lugar de Igor Thiago. Ainda no primeiro tempo, Raphinha deixou o gramado aos 40 minutos após sentir um desconforto muscular e deu lugar a Rayan. Na etapa final, Ancelotti renovou o setor ofensivo com as entradas de Martinelli e Endrick nas vagas de Lucas Paquetá e Matheus Cunha, aos 19 minutos. Já aos 36 minutos, Éderson substituiu Bruno Guimarães e Danilo Santos entrou no lugar de Vinícius Júnior, preservando titulares para a sequência do Mundial. A expectativa da comissão técnica é contar com Neymar diante da Escócia. O camisa 10 segue em recuperação de uma lesão na panturrilha e ainda não atuou na competição.
Com quatro pontos, o Brasil disputará a liderança da chave contra a Escócia. A Seleção jogará pelo empate para garantir vaga direta nos 16 avos de final, a segunda fase da Copa do Mundo, e assegurar a primeira colocação do Grupo C. Em caso de derrota, o Brasil ainda poderá avançar como uma das oito melhores terceiras colocadas da competição, mas dependerá dos resultados das demais chaves. Ancelotti evitou fazer contas pensando no mata-mata e reforçou que o foco está na próxima partida. “Não pensamos no mata-mata, pensamos em jogar bem, melhorar contra a Escócia, ganhar o jogo, se possível chegar na primeira posição do grupo que pode ser importante para o futuro. É calma, tranquilidade, seguir trabalhando para melhorar”, completou.
Ficha técnica:
Brasil 3 x 0 Haiti – Copa do Mundo de 2026 – Grupo C
Local: Lincoln Financial Field, Filadélfia (Estados Unidos) Público: 68.324 torcedores Renda: Não divulgada
Gols: Matheus Cunha, aos 23 e aos 36 minutos, e Vinícius Júnior, aos 48 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Arcus, Pierrot, Jean Jacques e Douglas Santos.
Arbitragem: Alejandro Hernández (Espanha), auxiliado por Jose Enrique Naranjo e Diego Sánchez. VAR: Carlos Del Cerro Grande (Espanha).
Brasil: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Éderson, aos 36’ do 2ºT) e Lucas Paquetá (Martinelli, aos 19’ do 2ºT); Raphinha (Rayan, aos 40’ do 1ºT), Vinícius Júnior (Danilo Santos, aos 36’ do 2ºT) e Matheus Cunha (Endrick, aos 19’ do 2ºT). Técnico: Carlo Ancelotti.
Haiti: Placide; Arcus (Simon, no intervalo), Adé, Delcroix e Duverne; Experience, Jean Jacques, Bellegarde (Etienne Jr, aos 36’ do 2ºT) e Providence (Joseph, aos 26’ do 2ºT); Casimir (Deedson, aos 17’ do 2ºT) e Pierrot (Isidor, no intervalo). Técnico: Sebastien Migne.
Palavras-chaveArbitragem: Alejandro Hernández (Espanha)





